THE MIST: Um capítulo singular no Metal Brasileiro!!!


Tudo começou com a antiga banda Mayhem(BR), uma das dezenas de bandas deThrash/Death Metal que disputavam um espaço na diversificada cena de Belo Horizonte.
O Mayhem lançou apenas uma demo com duas músicas( Brain Mutilation Wardeath e Insane Minds). O Mayhem obteve certa notoriedade quando teve suas duas músicas inclusas na coletanea Warfare Noise II , promovida pela Cogumelo Records.O line-up da banda, que chegou a gravar era :
Gentil - Vocal; Beto - Guitarras; Reinaldo "Cavalão" - Guitarra (R.I.P.); Renato "Pururuca" - Baixo e Cristiano "Balão" - Bateria.
Antes mesmo de lançar a demo, o Mayhem ja saía em diversas revistas e jornais. Chegou a tocar várias vezes fora de Belo Horizonte, inclusive, num show histórico com Chakal e Volkana, em Brasília.
A banda realmente prometia, quando houve a decisão re reformular tudo.
Com o fim do Mayhem, alguns dos membros da banda se uniram e formaram o The MisT
                                                                  
 
MAYHEM
 
O The MisT foi formado pelos músicos Vladimir Korg(voz), Christiano Salles(bateria), Reinaldo "Cavalão"(R.I.P) e Roberto Lima (Guitarras), e Marcelo Diaz(baixo), nos idos de 1988.
Com esta formaçao, lançaram seu primeiro disco, pela gravadora Cogumelo Records, em 1989.
Phantasmagoria" é um disco que se encaixa perfeitamente à aquela época, em que o gêrero mais aclamado em Belo Horizonte era o Thrash Metal e o Death Metal, com expoentes renomados, como Chakal, Sarcófago, Sepultura, Overdose, Holoacausto e o próprio The Mist, que passou a ficar conhecido na região. O Disco continha faixas bem pesadas, porém nao ao estilo extremo como o de outras bandas. Mesmo um pouco crú, e com alguma falta de experiencia dos músicos, com certeza um excelente disco, muito comentado na época. As letras , escritas por "Korg", eram extremamente politizadas, fato que caracterizou eternamente o som da banda. "Korg" possuia um total domínio sobre os temas sociais e políticos. As letras possuiam também um certo cunho depressivo, destrutivo, fazendo constantemente críticas à sociedade e seus dogmas (caracteristica marcante de Korg, que moldava suas composições sob estes aspectos desde a época do Chakal)
Mesmo com o reconhecimento, o guitarrista Reinaldo, conhecido como "Cavalão", se retira da banda e monta o "Gothic Vox". Posteriormente "Cavalão" falece .O guitarrista Roberto tambem se retira do The Mist.

Com a saída dos guitarristas originais, o substituto encontrado é nada menos que Jairo Guedez, ex-Sepultura.
O segundo disco é lançado, em 1991. Trata-se do extraordinário "THE HANGMAN TREE", considerado por muitos o melhor disco de Thrash Metal do Brasil. Um disco conceitual, que contava a história de uma pessoas que estava prestes a ser enforcada. Foi um dos primeiros a ser lançado em CD .
A banda estava no auge, lotava clubes em todas as partes em que ia tocar.Desta vez, o som já nao era tão inibido. Todos os músicos se sobressairam neste disco, com destaque para Marcelo Diaz com uma criatividade fenomenal, e Christiano , que espancava a bateria.
O vocal de Korg estava mais rouco e sombrio que nunca. Korg conseguiu aliar seus vocais agressivos às letras destrutivas.
O interessante do disco é justamente a forma com que as melodias foram mescladas as letras.Existe um equilíbrio perfeito entre a melodia e a letra.
O lado Lírico do disco é marcado por letras depressivas e destrutivas, acompanhadas por uma fúria enlouquecedora.
"Hell Where Angels Live...My Life is an Eternal Dark Room" é um exemplo claro. Mais uma vez, o vocalista "Korg" se mostra um compositor louvável. Os músicos da banda seguem a linha de riffs rápidos e violentos, uma bateria veloz e um baixo potente. Ouvir o The Hangman Tree é uma experiência única. Eu diria se tratar da perfeição máxima do que pode ser chamado de Thrash Metal. A violência sonora unida a letras destrutivas.
Nessa época, foi oferecido ao The Mist um contrato com a gravadora Music For Nations. No exterior, as revistas ribombavam, todas elogiando demasiadamente o disco " The Hangman Tree". Era só uma questão de tempo para alcançar o sucesso.


Após a explosão do disco The Hangman Tree , é anunciada a saída do vocalista Vladimir Korg. A banda se prepara para lançar o terciro disco, desta vez, com um lado industrial.
O sucesso da banda se mantém, embora, da primeira vez, é difícil assimilar o som do novo disco, lançado em 1993,intitulado "Ashes to ashes...dust to dust".
Como já dito, neste disco nota-se uma forte infuencia de metal Industrial, com passagens eletronicas, sintetizadores, etc....Sem os vocais de Korg, percebe-se grande diferença. Muitas bandas estavam aderindo ao estilo industrial/eletrônico, tanto nacionais (Sepultura, Sarcófago, The Mist) como bandas grandes, que nos anos 90 iniciaram uma série de experimentações, como o Kreator, por exemplo.
O vocalista do disco era Marcelo Diaz, o baixista de sempre. Marcelo usou muitos efeitos na voz, e ao que parece, gravou com sobreposições de voz.
Ashes to Ashes,Dust to Dust mantém o Thrash que consagrou o The Mist em músicas como "Cross Child", "Blind", entre outras, mas em algumas músicas a influência do industrial aparece com clareza, como no caso de "Disaster", e da fantástica "99 Dead(Wonderland)".
Sem dúvidas, um disco amado e odiado pelos fãs, mas, tecnicamente falando, trata-se de um disco excelente. Ainda podemos ouvir a bateria sendo espancada. O The MisT continua sendo o mesmo, apesar das drásticas mudanças.
Logo na capa, percebe-se a diferença entre o novo e o velho The MisT.
O logotipo já nao é o mesmo de antes, a capa demonstra raiva, e maturidade de uma banda já consagrada.
Desta vez, o industrial é mantido, mas com muito mais maturidade. Nao chega a ser experimental como o anterior, mas extremamente curioso.Os elementos Thrash aparecem mais no disco.
Um dos atributos positivos deste disco é a produção exemplar. O disco foi muito bem produzido, a qualidade nas músicas reflete isto com clareza.
Do ponto de vista da produçao,é o melhor ; mas no decorrer do disco muitos elementos se diferem das características adotadas pela banda nos discos anteriores, embora os elementos Thrash Metal tenham sido utilizados, como riffs e bateria velozes. Gottverlassen é um disco extremamente curioso.
Quanto a formaçao, Mantiveram-se Christiano (bateria) e Jairo(guitarra). O vocal ficou com Cassiano Gobbet, assim como o baixo. Já na turnê, o guitarrista Fabio Andrey foi convidado.

Nesta turnê (No Gods Tour), a mais bem sucedida, chegaram a abrir para o Kreator, fizeram varios shows como headlines em todo território brasileiro
O fim da banda ocorreu algum tempo depois do lançamento de Gottverlassen, por volta do ano de 97', devido ao distanciamento dos membros. Cassiano saiu da banda, e Jairo saiu em turnê com o Overdose, como músico convidado, abrindo para o Mercyful Fate.
Os próprios membros chegaram num consenso e , em meados de 97, o The Mist definitivamente acabou.

Fonte:
http://themistbr.webs.com/










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