ROÇA 'N' ROLL: colabore para o acontecimento da 20ª edição!


O Roça 'n' Roll é um dos maiores e mais conhecidos festivais de Rock/Metal do Brasil. Criado em 1999, o festival foi realizado ao longo de 19 anos e em 2018, teve sua vigésima celebração cancelada por motivos variados, sendo o principal, a crise econômico financeira que assolou o país. O que buscamos com este projeto é viabilizar a realização da 20ª edição do festival com todos os atrativos e estrutura que sempre teve, respeitando as bandas e honrando o público como sempre fizemos. Nenhum outro festival do Brasil foi tão longevo quanto o Roça 'n' Roll, e esperamos poder muer nem que seja uma última vez.



OVERLOAD BEER FEST

Bandas: 
Overkill /  Tankard  /  Ratos de Porão /  DFC   / 
Surra  /   Blasthrash

Local: Carioca Club
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 -Pinheiros (próximo ao metrô Faria Lima)
Abertura da casa: 14h00
Início do show: 15h00
Classificação etária: 16 anos. 14 e 15 anos: entrada permitida com responsável legal, mediante apresentação de documento
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Venda online: http://www.clubedoingresso.com/overloadbeerfest?keyword=beer

Pontos de venda físicos:

Carioca Club
Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros
– Segunda/sábado: 12h00 às 20h00
– Sem taxa de conveniência
– Pagamento apenas em dinheiro

Paranoid
Galeria do Rock
-Segunda a sexta de 10h às 19h
-Sábado 10h às 18h
-Sem taxa de conveniência
-Pagamento apenas em dinheiro

Otacílio Rock Festival 2019


1 - Whiplash - Thrash Metal - USA
2 - Hillbilly Rawhide - Country Rock - PR
3 - Posthumous - Death/Black Metal - SC
4 - Carniça - Heavy Rotten Metal - RS
5 - Raging War - Thrash Metal - SC
6 - Frade Negro - Heavy Metal - SC
7 - Jhonny Bus - Hard Rock/Heavy Metal - SC
8 - Tressultor - Thrash Metal - SC
9 - Rest In Chaos - Thrashcore - SC
10 - Chaos Synopsis - Death/Thrash SP
11 - Syn TZ - Heavy Metal - SC
12 - Krucipha - Groove Metal - PR
13 - Wicthes town - Heavy Metal - SC
14 - Spiritual Devastation - Heavy/Thrash - SC
15 - Genocídio - Death Metal - SP
16 - Conspiracy 666 - Black Metal - SC
17 - Banda Balboa's Punch - Thrash Metal - SC
18 - Legado Frontal - Metalcore - SC
19 - Final Disaster - Melodic Death Metal - SP
20 - Silent Empire - Death Metal - SC
21 - Metal Gods - Judas Priest Tribute - SC
22 - Angrythrash Brazil - Thrash Metal - SP
23 - XEI - Heavy Metal - SC
24 - PAIN OF SOUL - SC

Informações sobre ingressos: ingresso_otacilio@outlook.com
Venda online: https://appticket.com.br/otacilio-rock-festival-2019
Evento: https://www.facebook.com/events/1881204085293096/ 

UGANGA - Manifesto Cerrado


Por Écio Souza Diniz

O UGANGA é uma banda que se singulariza principalmente em dois quesitos: primeiro, sua persistência ao longo de mais de 20 anos em fazer uma música verdadeira fora de qualquer rota comercial; segundo, a diversidade de influências que são inclusas em suas composições, tornando-as mais ricas e pesadas. Pois bem, o público já teve uma primeira chance de conferir o poder da banda ao vivo no ótimo Eurocaos Ao Vivo (2013). Mas o DVD Manifesto Cerrado é um material bem legal para integrar qualquer coleção que se preze. O conteúdo principal é o excelente show gravado em 2014 na antiga estação ferroviária Stevenson em Araguari (MG), durante a turnê de divulgação do seu quarto álbum de estúdio, Opressor (2014). O show foi realizado de forma intimista com público limitado e a banda tocando sem palco, no chão ao mesmo nível do público. A energia densa acumulada pelos percalços enfrentados pela banda naquele momento foi transbordada em “feeling”, peso e agressividade em uma versão excelente de seu já clássico do Metal mineiro Sua lei, minha lei, além das pegadas certeiras de Nas entranhas do sol e Moleque de pedra com a participação de Juarez "Tibanha" Távora (SCOURGE). O vocalista Manu Joker (ex-SARCÓFAGO) destaca sua postura firme e consistente, sendo amparado por um instrumento coeso e eficiente de seus companheiros de banda. De quebra, eles ainda mandam ver num cover para Who are the true do VULCANO e encerram artisticamente com Noite, fazendo jus a diversidade sonora mencionada no início com uma passagem de percussão brasileiro-africana com a participação de Mestre Mustafá, Tatiane Ribeiro e Lílian Salgado. Mas espera, ainda tem mais. Também integra o DVD um documentário bem abrangente sobre a história da banda, no qual Joker dá o maior tom da conversa, mas também recebe comentários de amigos e importantes nomes da cena nacional, como Arthur Von Barbarian (VULCANO) e Murillo Leite (GENOCIDIO), e internacional, como músicos das bandas MACBETH e TERRORDOME. Nota: 9/10.


Conteúdo:

1- Documentário Uganga 20 Anos

2- Faixas do show: 1- Sua Lei Minha Lei/  2- O Campo/ 3- Nas Entranhas do Sol/ 4- Couro Cru/ 5- Opressor/ 6-Moleque de Pedra/ 7-Modus Vivendi/ 8-Who are the True/ 9-Aos Pés da Grande Árvore/ 10- Noite

THORHAMMERFEST 2019


Nessa edição 2019, o THORHAMMERFEST traz o grande expoente do Extreme Celtic Metal Irlandês, PRIMORDIAL como banda principal. 
Além disso, traz dentre as demais bandas um dos nomes lendários do Doom metal brasileiro, o MYTHOLOGICAL COLD TOWERS. 

Bandas confirmadas:

PRIMORDIAL (Irlanda)
PANYCHIDA (República Tcheca)
ACUS VACUUM (Bélgica)
MYTHOLOGICAL COLD TOWERS (Osasco-SP)
PAGAN THRONE (Rio de Janeiro-RJ)
FALLEN IDOL (Arujá-SP)
KRULL (Itú-SP)
DARK INQUISITION (São Paulo-SP)

Confira aqui os detalhes sobre horários, local e lotes de ingressos:



VELHO BUFFALO RUFFUS - Terror


Por Écio Souza Diniz

O que é possível se fazer com cinco músicas em pouco mais de 11 minutos? Bem, o resultado pode ser empolgante ou uma grande mesmice. O caso desse EP do grupo carioca VELHO BUFFALO RUFFUS se encaixa no primeiro caso, pois as músicas são uma dose continua de adrenalina. A banda é comandada pelo duo Saulo Rocha (vocal e guitarra) e Marcelo Rodriguez (guitarra), sendo o time atualmente completado por Pedro Oliveira (baixista) e Gabriel Nunes (baterista) e não deixam pedra sobre pedra. De cara, a abertura vem com a porrada de Você não sabe onde estou, num estilo a lá Stoner Metal, destacando também os vocais caracteristicamente grave e roco naquela linha MOTÖRHEAD. Copra Sanctum mantém a pegada firme, tem riffs e refrão marcante. Brasilerdo além da letra com recado explícito a nossa alienação social, tem estrutura e melodia marcantes. Bravo tem a escola do tio Lemmy Kilmister correndo nas veias, mas com sua personalidade própria. O encerramento com Coragem dos covardes numa pegada bem MATANZA dos covardes é sacana, pois levanta vontade de banguear e depois acaba o set list. Para arrematar, a arte da capa é bem bacana tanto para discos (CD/LP) quanto camisas. Coloque pra tocar alto! Nota: 7.5/10

Faixas: 1.Você Não Sabe Aonde Estou / 2.Copra Sanctum / 3.Brasilerdo / 4.Bravo / 5.Coragem dos Covardes

Ouça o disco aqui

MYRKGANG - Myrkgand

Por Écio Souza Diniz

E o território brazuca sempre deixa bem sua marca no Metal extremo. Esse projeto de João Pessoa (PI) comandado pelo multi-instrumentista Dimitry Luna (Malkuth, Necrohunter, entre outros) traz nesse primeiro disco um trabalho rico e bem produzido unindo Black/Death metal com Pagan/Folk. Você gosta de temáticas baseadas em fantasia, magia, lendas, sangue e batalhas épicas, tendo com pano de fundo um instrumental fiel? Então sem dúvida, esse álbum o agradará. A riqueza desse trabalho fica maior ainda com as participações especiais que o constitui, trazendo músicos das bandas CANGAÇO, CRUOR, KORZUS, LUXÚRIA DE LILLITH, MALEFACTOR, MYSTIFIER, NOVEMBERS DOOM, STEEL WARRIOR e SYMPHONY X. Diversas atmosferas permeiam um set list homogêneo em qualidade. Depois de uma misteriosa e bela introdução com Wanderer, entram os riffs e bateria já marcantes da pegada Black metal agressiva de The elemental king. Demons of ice tem um começo e andamento trazidos dos porões e calabouços da idade média, porém ressaltando características comuns do forte Black metal brasileiro. Já Orcs and Ogres blood mostra uma atmosfera mais maledicente com riffs mais afiados e incisivos. A densidade de Dangerous dungeon tem andamentos que remetem um pouco ao Doom metal.  Também merece digno destaque, a épica Vale da agonia. Apesar de ser uma curta faixa instrumental, a bela A Ghastly Aftermath faz um bom fechamento para o clima misterioso e místico que permeia todo o disco. Não basta a qualidade sonora, ainda tem a belíssima arte da capa de Emerson Maia, com colorização por Antônio Cesar. Nota: 8.5/10.

Faixas: 1-Wanderer/ 2-The elemental king/ 3-Arachnodraco/ 4-Demon of Ice/ 5-Orcs & Ogres Blood/ 6-Dwarvenquest/ 7-Dangerous Dungeon/ 8-Shadowforge/ 9-Mysterious Malediction/ 10-O Vale da Agonia/ 11-A Ghastly Aftermath



10 melhores álbuns de 2018!


1- Immortal – Northern Chaos Gods. Depois de uma acirrada briga judicial pelo nome da banda entre Abbath e Demonaz, este último juntamente ao baterista Horgh e com participação de Peter Tägtgren (HYPOCRISY) comandando o baixo, o IMMORTAL provou mais uma vez seu lugar cativo no Black metal norueguês e mundial. Aqui as bases fincadas nas raízes dos primórdios da banda fizeram com que a sonoridade soasse ainda mais avassaladora, gélida e cortante. Tente ouvir sem ficar boquiaberto a ríspida Into Battle ride, a épica Gates to Blashyrk, Called to ice e Where the moutains rise


2- Judas Priest – Firepower. Bem diz o ditado comum que ‘o bom rei nunca perde a majestade’. No caso dos Metal Gods britânicos isso se aplica sem questionamentos. Afinal de contas como pode um senhor como Rob Halford ainda desempenhar tão bem seus vocais de alto alcance após tanto tempo? Mas não é só isso, ainda fazem por merecer os riffs inspirados de Richie Faulkner e a cozinha coesa de Ian Hill e Scott Travis. Esse é um álbum para ser apreciado de ponta a ponta, sendo todas as faixas bem aproveitadas. Claro que destaques podem ser levantados em nome da faixa-título, Lightning strike, que recebeu um vídeo clipe bem legal no melhor estilo ‘pristiano’, Evil never dies e a marcante Never the heroes.  


3- Maestrick – Expresso della vita. Solare: Como é bom a arte ser infinita em suas fontes, formas e locais de surgimento. Esse álbum dos paulistas do MAESTRICK é não só um dos melhores destaques de 2018, como também um dos melhores nos últimos anos. Sobretudo, essa primeira parte de uma estória conceitual relativa aos ciclos da vida humana (Solare relativo às primeiras 12 horas do dia e o álbum seguinte, Expresso della vita: Lunare será relativo as 12 horas da noite) é uma bela obra de arte. Basta colocar pra ouvir e se deixar levar numa viajem profunda no trem desse Rock e Metal progressivo de grande bom gosto, ótima produção, arranjos e passagens belos, complexos e bem estruturados. Além de inclusão de arranjos clássicos, também há elementos de música popular brasileira. É difícil ressaltar destaques num álbum tão consistente em sua qualidade, mas é quase impossível não ser arrastado pelas belas e impressionantes Daily view, a operística e longa The seed, Across the river e a emotiva e pesada Hijos de la tierra


4- The Night Flight Orchestra – Sometimes the world ain’t enough. Você é do tipo que é fã do clássico Rock AOR com suas pegadas melódicas, teclados em profusão e refrãos marcantes? Pois bem, os suecos do THE NIGHT FLIGHT ORCHESTRA são um dos surgimentos mais gratos nos últimos anos e têm a promessa de ser uma excelente trilha sonora daquele estilo. Quando se pensou que havia ido longe com Amber Galactic (2017), eles se apresentam em 2018 com esse álbum com composições ainda mais marcantes, criativas e bem elaboradas. O vocal de Björn “Speed” Strid (SOILWORK) se mostra cada vez mais inspirado e com alcance legal. The last of the independent romantics, Turn to Miami, Paralyzed e Lovers in the rain irão seduzi-lo sem nem perceber. Uma ótima trilha sonora para ficar junto da companheira (o) e para viagens de férias ou folga.


5- Amorphis - Queen of time. Esses finlandeses são uma das seletas bandas na história do Metal que conseguiram e conseguem se recriar dentro da própria sonoridade, continuando interessante e não deixando saudosismos. A melhor forma que pode descrever Queen of time seria ‘uma pintura surrealista de grande beleza e bom gosto’. Afinal de contas, com uma sonoridade tão rica, arranjos tão bem elaborados, belos e agradáveis de ouvir, menos poderia ser dito? Ouça The Bee, a beleza da melancolia que só os escandinavos sabem fazer em Message in the amber e as emoções variadas com acentos de euforia em Daugther of hate


6- Fallen Idol – Mourn the Earth. Alguém aí disse Doom? Sim, essa banda paulistana com esse terceiro álbum mostra uma evolução grata em produção, arranjos e vocal. O que já era bem bacana nos dois primeiros álbuns (Fallen Idol de 2015 e Seasons of Grief de 2016) ficou ainda melhor aqui.  Se você é fã de clássicos do Doom como Trouble, Saint Vitus, Pentagram, Candlemass e Solitude Aeternus, certamente encontrará muito o que beber na sonoridade de Mourn the Earth. Os riffs bem elaborados de Wait e a cadencia de Shattered mirror já mostram ao que esse álbum veio. 


7- Krisiun - Scourge of the enthroned. Não basta se tornar uma referência mundial num estilo, é preciso manter-se nessa posição. Os gaúchos do KRISIUN sem dúvida nunca deixaram nada a dever no que se propuseram a fazer até aqui. Scourge of the enthroned cheira a clássico num futuro próximo, pois a força sonora abissal que os lançou como referencia no Death metal lá em 1995 com Black force domain aqui é trabalhada de forma mais bem construída e consistente. É o KRISIUN brutal, hostil e orgânico ungido pela experiência dos anos. Difícil manter a cabeça no pescoço com bombardeios como Demonic III, a impiedosa Devouring Faith e a brilhante Whilwird of immortality. Num seleto grupo de gigantes do metal brasileiro que primaram por qualidade constante em quase 30 anos de lançamentos, o KRISIUN certamente está na linha de frente. 


8- Iron Angel - Hellbound. Fala sério, os americanos podem até ter criado e propagado as diretrizes do Thrash metal que largamente influenciaram um sem número de bandas mundo afora. Mas o aprimoramento da fúria veloz e maledicente do estilo veio das diretrizes do Speed metal germânico. Dentre os grupos alemães clássicos por pavimentar o caminho da velocidade e rispidez estonteante do estilo está o IRON ANGEL. O som cheio de vigor e uma avalanche de riffs unidos a boa forma que permanece nos vocais inconfundíveis e ardidos de Dirk Schröder torna muito difícil não ser arrastado pelo set list de uma vez só e sem pausa. Judgement day, Hell and back e Blood and leather já dão a letra do que pode se esperar do album. 


9- Lucifer - Lucifer II. Nesse segundo álbum, a alemã Johanna Sadonis (ex-The Oath) acompanhada pelo talentoso Nicke Anderson (The Hellacopters, Entombed) explora com maior dinâmica o Hard Heavy invés dos acentos Doom do primeiro álbum. Parte dessa leva de bandas ‘revival’ da sonoridade do Rock/Metal da década de 70, o LUCIFER faz isso com muita eficiência e bom gosto. Johanna demonstra profundidade em um vocal suave, o que contribui significativamente para as músicas se tornarem marcantes em pouca audição. Repare a aura sutil e misteriosa e California sun, a pegada ‘Sabbathica’ de Phoenix e a melodiosa Before the sun.


10- Acid Tree - Awake the iron. Mais um surgimento grato em nossas terras tupiniquins foi o power trio paulista Acid Tree, que estreou em 2017 com o EP Arkhan. Agora nesse segundo EP, eles avançam um pouco mais em sua mescla de Prog metal com psicodelia numa pegada meio ‘Occult Rock’, a qual pode ser notada na já mística arte da capa. O fato é que as faixas deixam uma grande vontade de ter mais pra ouvir. A entrada com Fields of grey já é instigante e intrigante, mas a dinâmica So signs the crow é bela, envolvente e marcante. O que falta no momento? Um álbum completo.

CELTIC FROST - Morbid Tales


Por Lucas Araújo Alves

1984: A Invasão dos Mini Álbuns do Heavy Metal Extremo: Agressividade, Velocidade, Peso e Blasfêmia. Depois dos primeiros lançamentos de VENOM, METALLICA e SLAYER, o Heavy Metal evidenciava que precisava ser mais veloz, primitivo e até mais underground do que até então já era. A partir de 1983, jovens incrédulos despertavam suas fúrias por sons viscerais, famintos por heavy metal e hardcore, eles criavam bandas com características sonoras cada vez mais rápida e pesada. Surgiam nos porões imundos do planeta, grupos que cuspiam ódio e respiravam caos.

O CELTIC FROST era uma dessas bandas da primeira safra da música extrema. O nome do conjunto foi extraído de uma canção dos doutrinadores do épico Heavy/Doom americano, o integro CIRITH UNGOL. Que antes do asqueroso HELLHAMMER já carregava a áurea de pior banda do mundo. Pior era o crânio esmagado daqueles idiotas rotuladores!

O CELTIC FROST veio das cinzas malditas do incrivelmente asqueroso HELLHAMMER, um dos filhos mais penumbrosos e caóticos do necrotério denominado Metal Negro.

Lançado no também abominado ano de 1984, via Noise Records, o primogênito ‘’Morbid Tales’’ é um EP denso, cuja musicalidade apresentada é carregada de pedais duplos, guitarras abafadas e vocais personalizados, cheios de urros no melhor estilo gutural tosco (UH)! 
Composto por Tom Warrior (vocal e guitarra), Martin Eric Ian (baixo) e Stephen Priestly (bateria) este pequeno registro é uma das raízes do bastardo metal da morte.

O disco abre com a introdução sinistra “Human”, que na verdade é apenas um susto que antecede a pancada “Into The Crypt Of Rays’’. Pauladas sonoras como “Visions Of Mortality”, “Nocturnal Fear” e “Procreation Of The Wicked” estão presentes nesta obra maldita, que segue dilacerando os ouvidos alheios até hoje. "Morbid Tales" é a combinação entre Death Metal cru, temperado com influencias do Punk e Hardcore. O melhor disco de afinações baixas do metal underground 80’s. Um combo eterno do Death metal.

O disco tem formatos diferentes, há duas versões distintas do EP. A versão Americana consta as faixas: ‘’Dethroned Emperor’’ e ‘’Return To The Eve’’. O vanguardista e inteligente CELTIC FROST fez e faz escola até os dias atuais, Thomas Warrior é um das mentes mais criativas do gênero. 

EXCITER - Heavy Metal Maniac


Por Lucas Araújo Alves

Em meados de 1983 o Heavy Metal tornava-se mais rápido e ríspido, os sons da NWOBHM estimularam uma nova "brigada", ou melhor uma nova disputa. Era o início da saga das músicas velozes com tempero inglês de RAVEN, malevolência de VENOM, rapidez germânica de ACCEPT , cadencia do canadense ANVIL e categoria desbravadora de JUDAS PRIEST e MOTÖRHEAD.

A velocidade da faixa “Exciter” presente no álbum “Stained Class” do JUDAS PRIEST, lançado em 1978, serviu de fonte de inspiração para muitos grupos, dentre eles, um ícone que nasceu no Canadá em 1979.

O EXCITER é uma alude do aço que despertou a atenção de várias bandas e fãs do heavy metal, o vocalista era o próprio baterista. O álbum ‘’Heavy Metal Maniac’’ foi lançado em de junho de 1983. O trabalho tem gravação simples e o clima é total headbanger underground. 

As guitarras e o baixo são implacáveis no debute, assim como o esfolador Dan Beehler com sua voz e batida, um mutante com feeling de Rob Halford (JUDAS PRIEST) e pegada de Phill "Animal" Taylor (MOTÖRHEAD).

Assim como o VENOM, o EXCITER tinha um visual carregado de couro, correntes e coletes, mas eles tinham um diferencial, Dan Beehler parecia ter dois pulmões, ele era o vocalista e baterista, dono de um vocal esganiçado cheio grunhidos e uma pegada matadora, Dan se tornou um ícone do gênero.

A partir de “Heavy Metal Maniac”, espalharia pelo mundo uma nova safra de bandas de Speed Metal. 

Pergunte aos músicos do DESTRUCTION, SODOM, ARTILLERY a importância desse grupo canadense chamado EXCITER?

Um dos combos mais importantes do Heavy Metal Underground oriundo dos anos oitenta.


TUATHA DE DANANN: lança novo single com Martin Walkyier (ex-Skyclad) nos vocais.

Os duendes mineiros do TUATHA DE DANANN lançaram na data de 17/11/2018 o single Your Wall Shall Fall que integrará o EP "The Tribes of Witching Souls" previsto para o mês de março de 2019, contando mais uma vez com a sólida parceria com o criador do Folk metal, o vocalista inglês Martin Walkiyer (ex-Skyclad). O referido single foi lançado como lyric vídeo no qual há participação de diversos fãs, amigos e bandas segurando cartaz com o título da música.

A intenção por traz foi fazer uma música que retrata o momento atual vivido na humanidade, envolto em o racismo, xenofobia, imperialismo e a ganância que tem sucumbido cada vez mais nosso planeta e fazendo meio  ambiente e, consequentemente, milhões de pessoas pagarem o preço.


Dentre as bandas participantes no lyric vídeo, produzido por Raoni Joseph, estão além de Martin, Hécate (Miasthenia), Edu Lane (Nervochaos), Luís Mariutti (Shaman, ex-Angra), Carlos Lopes (Dorsal Atlântica), Daísa Munhoz (Soulspell), Vlad (Malefactor), Manu Joker (Uganda, ex-Sarcófago), Dewindson Wolfheart (Raveland), Sucoth Benoth (Amen Corner), Fábio Belluci (Cólera), Valleck Grinder (ex-Morbidoom), Ricardo Vignini (Moda de Rock), do violonista internacional Chrystian Dozza e da banda irlandesa Waylander.


JOKERIZANDO - episódio # 3: percepções do "Vol.4" do BLACK SABBATH

Nesse terceiro quadro da coluna JOKERIZANDO, Manu Joker traz aos que acompanham o PÓLVORA ZINE algumas de suas percepções sobre um clássico do Metal setentista, o disco "Vol.4" do BLACK SABBATH. Confiram, curtam e compartilhem! Fiquem ligados, inscrevam-se no nosso canal para receber as atualizações, deixem lá suas curtidas e nos acompanhem também em nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/PolvoraZine/ 



 Acesse também: 
contacts: ugangabr@gmail.com 

EXHUMED e BEYOND CREATION: Brazil Tour 2019.


Transitando entre o grindcore, death metal e technical death metal os grupos EXHUMED (Estados Unidos) e BEYOND CREATION (Canadá) irão se apresentar nas cidades de São Paulo (19/04), Belo Horizonte (20/04) e Rio de Janeiro (21/04)  com um repertório bem balanceado entre seus maiores clássicos e faixas presentes em lançamentos mais recentes.

Links para ingressos e informações dos eventos abaixo:

## São Paulo/SP

www2.clubedoingresso.com/evento/exhumed-beyondcreation-sp

Evento: www.facebook.com/events/269410883740270

# Belo Horizonte/BH

www.centraldoseventos.com.br/events/show/exhumed

Evento: www.facebook.com/events/858813481128864/


## Rio de Janeiro/RJ

www2.clubedoingresso.com/evento/exhumed-beyondcreation-RJ

Evento: www.facebook.com/events/371671250063250

17º RISING METAL FEST



Em meio a uma grave crise política e econômica que atravessa o Brasil, tendo afetado também diretamente os produtores culturais, o Rising Metal Fest resiste com o mesmo ideal de valorizar o trabalho autoral e a diversidade de estilos dentro do Heavy Metal. Idealizado por Anderson Sabazinho, também responsável por outros eventos na região, totalizando mais de 50 festivais que trouxeram pra Lafaiete desde bandas lendárias dos anos 80 como Chakal e Witchhammer, passando por representantes da NWOTHM como Skull Fist (Canadá), Enforcer (Suécia), Steelwing (Suécia), além de Blaze Bayley (ex-vocalista do Iron Maiden). Outra característica desses eventos foi o espaço para as bandas regionais que fazem um trabalho de alto nível: Noise More Bleed (Barroso), Transtorno (Entre Rios) e Sflexia (Lafaiete) são exemplos que com profissionalismo conquistaram a admiração do nosso público.

WITCHFINDER GENERAL - Friends of Hell


Por Lucas Araújo Alves

Originário da classe em extinção dos animais primatas e gigantescos da família colossal B- Sapiens, exatamente, a criação mutante das afinações baixas e pesadas, registradas na categoria B de BLUE CHEER, BLACK SABBATH, BANG, BUFFALO, BOOMERANG, BLUES CREATION, BLACKWATER PARK e BUDGIE! O WITCHFINDER GENERAL catalisou o peso mastodonte e seguiu a direção traçada pelos mestres ancestrais citados. Os coveiros perversos ingleses realizaram uma das melhores estréias de toda gloriosa trajetória da NWOBHM. O mágico “Death Penalty” captou o vigor indescritível setentista e inseriu a banda no altar do desconhecido, sabe aquelas bandas recheadas de mistério e lendas, sim, o WITCHFINDER GENERAL é místico. A formação básica como trio no debut, onde curiosamente Phil Cope conduzia as “pás elétricas”: guitarra e baixo. O segundo ato da fogueira tradicional da Malleus Maleficarum foi nomeada de “Friends Of Hell”. Nesse registro a formação era um maléfico quarteto composto por: Zeeb Parkes (vocal),Phil Cope (guitarra),Rod Hawkes (baixo) e Graham Ditchfield (Bateria). "Friends Of Hell" sustenta as chamas da cremação soturna setentista, todavia a sonoridade é mais veloz, acrescida de um baixo incrivelmente pesado e com requintes de crueldade. Nada de sobras de obras passadas e comparações vazias, "Love on Smack", “Friends Of Hell”, “Music” “Quietus”, são invasões sonoras furiosas dos caçadores, enquanto “Shadowed Images”, “I Lost You” e “Requiem for Youth", soam como músicas de fundo de uma missa de sétimo dia, um tributo sarcástico às jovens assassinadas, aqui, o clima é sabatical, lúdico e deprimente. O segundo disco dos britânicos é outro marco dentro do Heavy Metal, e na decadente década de 1990, muitos grupos de Stoner metal foram batizados nessa tocha influente. Por isso, é possível afirmar que o "General Caçador de Bruxa" (nome inspirado na auto titulação de MATTHEW HOPKINS, referência ao carrasco no século XVII), é um dos testamentos sólidos da proliferação Doom Metal. Infelizmente, após esse álbum o grupo entrou em um hiato sem fim, que acabou gerando o terceiro álbum apenas vinte e cinco anos depois.

VULCANO - Live!

Por Lucas Araújo Alves 

O ano era 1985, a ditadura militar havia ‘acabado’, o então novo presidente que era a esperança , acabou morto misteriosamente. O Brasil atravessava suas agruras financeiras e meio que perdido pela falta de identidade cultural, brotou a esperança de ávidos amantes do som pesado, eles se encontraram em um monumental festival chamado Rock in Rio, o espetáculo foi considerado a “Woodstock tropical" onde milhares de jovens roqueiros despertaram sua loucura eloqüente e frenética. O início dos concertos da tal pedra louca começou por essas terras tupiniquins graças ao ponta pé inicial de gigantes como o mestre teatral ALICE COOPER (1974), o dramático QUEEN (1981), os explosivos VAN HALEN e KISS (1983), além de outros títulos importantes. Mas nem tudo eram flores, se por um lado o rock glamoroso tinha suporte e apoio de gravadoras e empresários, no movimento independente conhecido como underground a realidade era extremamente distinta. Imagine o cenário heavy metal nacional em 1985. Mesmo com a precariedade o exército batedor de cabeça integrado por amantes ávidos garotos apaixonados por heavy metal se aglomerava em clubes mofados e encardidos, tudo em prol ao ritual do mortífero som metálico. Os lançamentos de coletâneas, splits e discos eram feitos na base do crivo real: batalhas, sangue e suor. Originário de Santos (SP), o VULCANO mantinha uma proposta tradicional com claras inclinações do Hard Rock 70’s, lanado em 1983, o primogênito "Om Pushne Namah" carrega essa áurea. Contudo, o brilho sonoro foi ofuscado pela descarga maldita do Heavy metal agressivo, veloz e violento. De fato, o vulcano é muito mais do que um mero conjunto brasileiro influenciado por MOTÖRHEAD, VENOM e MERCYFUL FATE. É uma instituição generativa que propagou sobre todos à furiosa erupção do seu próprio nome, tornando-se um cataclismo sul americano em plena era Heavy Metal. A consagração definitiva esta registrada no em cada sulco do lendário disco ao vivo “Live!”. 
Gravado na cidade de Americana (SP), todas as nuances desse registro ultrapassa as barreiras do limite rústico, atingindo eternamente o coração dos fieis headbangers do Brasil. Em Live, o público ensandecido clama ininterruptamente pelo delírio Heavy Metal Extremo. A saudação do vocalista Angel:“Os portais do inferno se abrem, para vocês Vulcanoooo”, é simplesmente o prelúdio de toda uma geração, tudo esta escrito eternamente em “Witch's Sabbath”, “Prisioner From Beyond”, “Fallen Angels”, “Devil On My Roof”, “Guerreiros de Satã”, “Riding In Hell”, “Total Destruição” e “Legiões Satânicas”. Ergam suas cabeças e punhos para cortejar o álbum mais importante do Heavy Meta Extremo Nacional. Atemporal!

PENTAGRAM - PENTAGRAM

Por Lucas Araújo Alves

Ícone, expoente, desconhecido e sombrio. Esse é o PENTAGRAM, um dos dinossauros do underground norte-americano, um dos raros conjuntos que enfrentaram o anonimato e a injustiça do não reconhecimento, puro exemplo de persistência e pioneirismo.  O Pentagram representa a fusão da cultura hippie dos anos 60 e o satanismo lírico de COVEN e BLACK SABBATH. Tudo isso aliado ao tempero de influência da arte intelectual de Crowley e logicamente à uma mescla do entretenimento pavoroso de Charles Manson. Formado em 1972, no período dopado e criativo do Rock and Roll, esse grupo era considerado o BLACK SABBATH ianque: Som pesado, lento e letras apavorantes. Liderado pelos ‘’Hippies’’ satânicos Booby Liebling (Vocal) e Victor Griffin (Guitarra), o Pentagram realizou sua estreia em formato “Full Lenght’’ 13 anos após sua fundação, depois de diversas demos espalhadas no cenário, inclusive a clássica Underground Sound de 1977. Finalmente nasceu em 1985, o debut do quarteto. Além de Booby e Victor a banda era formada por Martin Swaney no baixo e o grande baterista Joe Hasselvanderl, que hoje toca no influente grupo RAVEN. O álbum Pentagram ou simplesmente Relentless é uma junção de sons Sabbaticos, ultrajados de personalidade e ocultismo. A originalidade não é evidente, mas a sonoridade lacrimeja os primórdios do puro Doom Metal, músicas como ‘’The Ghoul’’, ‘’Dying World’’, ‘’Death Row’’ e “Sign Of The Wolf (Pentagram)” são hinos desse monstro profano da música pesada. Vida longa ao PENTAGRAM e ao som nosso de cada dia. ‘Eternal Doomed’, "Ancestral Pentagram"

JOKERIZANDO - episódio # 2: dissecando o "Rotting" do SARCÓFAGO.

Nesse segundo quadro da coluna JOKERIZANDO, Manu Joker traz aos que acompanham o PÓLVORA ZINE algumas estórias, curiosidades e fatos de um clássico do Metal mineiro e mundial, o disco Rotting do SARCÓFAGO, no qual ele foi baterista. Confiram, curtam e compartilhem!

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SURRA: a música como manifesto!


Por Ramon Teixeira

Remanescentes da banda LIKE A TEXAS MURDER, Leeo Mesquita (vocal e guitarra), Guilherme Elias (baixo e vocal) e Victor Miranda (bateria) formaram o SURRA em 2012 na cidade de Santos (SP). Em sua trajetória de quase seis anos de história já cruzaram o país de norte a sul e acumulam um DVD ao vivo, uma turnê pela Europa, um EP, uma discografia recheada de discos ao vivo, vários videoclipes e dois álbuns completos, dos quais, a banda segue em divulgação do mais recente Tamu na Merda (2016). Enfim, com uma carreira em ascensão no cenário underground a banda não para. Com previsão de lançamento de um EP ainda para o primeiro semestre desse ano, a banda promete tomar de assalto mais uma vez o cenário brasileiro com seus shows intensos e politizados. E para falar sobre tudo isso, o PÓLVORA ZINE teve o prazer de entrevistar Leeo. Com vocês, SURRA!

Pólvora Zine: Este ano a banda completa seis anos de existência. Como vocês avaliam essa trajetória até aqui?

Leeo Mesquita: Salve, pessoal do Pólvora zine! Obrigado pela oportunidade. Bom, quando a gente montou o SURRA em 2012 não esperávamos fazer nem metade que já fizemos até agora. Digo isso no sentido das “conquistas” como uma banda do underground mesmo. Estamos sendo chamados para festivais um pouco maiores, gravando em estúdios de nossa preferência, tocando em vários lugares do Brasil e até fizemos uma turnê na Europa... é bem louco pensar que tudo isso foi e está sendo possível! A trajetória está sendo cansativa, mas valendo a pena. 

REBAELLIUN: falece o guitarrista Fabiano Penna.


Um momento triste para o cenário underground brasileiro, o compositor, produtor e guitarrista  Fabiano Penna que se consagrou no Metal Extremo brasileiro e mundial através do REBAELLIUN veio a falecer neste 27 de fevereiro de 2018 de uma infecção generalizada desconhecida.

O guitarrista também foi conhecido por seu trabalho com as bandas ANDRALLS e por um período menor de tempo fez um excelente trabalho com o THE ORDHER.

Sua morte representa a perda de um mestre criador de riffs do Metal extremo brasileiro. Suas obras no REBAELLIUN cunhadas nos álbuns Burn the promise land (1999), Annihilation (2001) e The Hell's Decrees (2016) sempre serão um legado de grande primor para a história do nosso metal, mas também para o mundo, visto que acabara de voltar de uma turnê europeia muitíssimo bem sucedida.

Saudações eternas a esse grande músico. 

Unleash the fire!!!

ONSLAUGHT - The force


Por Lucas Araújo Alves

Lendária banda britânica crescida na chacina. Começaram no caos da influência punk hardcore de 1982, embriagados por fontes inesgotáveis de Discharge, The Exploited, G.B.H. Logo venderam alma pro lado negro e fizeram um dos aços retorcidos mais toscos e legais dos anos 80, sim, o glamoroso e poderoso "Power From Hell". Um eco dos primórdios do metal da morte repleto de focos do metal velocistas também chamado speed metal. 

Com uma baita reformulação, lançaram aquele que é o ápice do conjunto. Das forças do lado negro ainda nas letras o Onslaught fez a investida da besta no Thrash Metal, e o resultado foi um sonoro ataque devastador.

A entrada do vocalista Sy Keeler trouxe mais dotes metálicos ao som do entao quinteto do Reino Unido. Mesmo a Inglaterra não tendo focos thrashing naquele 1986, o abatedouro Onslaught reinou em sua criação sonora ardida chamada 'the force'. 

Mesclando influências de Venom, Mercyful Fate, Slayer, Metallica e Destruction, o grupo mesclou a violência do thrash speed e o clímax do Black metal. Basta conferir pauladas como 'Let There Be Death", "Metal Forces", hino!, "Fight With The Beast", "Flame Of The Antichrist", um thrash metal em forma de Mercyful Fate ",Melissa" com nuances de Slayer "Show no Mercy". 

O Onslaught mostrou que a palavra força é surgida por meio do poder do inferno, mas a força bruta seria concretizada neste ótimo álbum de thrash metal acelerado e cadenciado.

Talvez era a banda certa de metal rápido no lugar não ideal , pois qualidade, sagacidade e identidade eles tinham de sobra. 

JOKERIZANDO: episódio # 1 - análise de "The real thing" do FAITH NO MORE.

Na coluna JOKERIZANDO, comandada pelo Manu Joker (UGANGA, ex-SARCÓFAGO), ele traz para quem acompanha o PÓLVORA ZINE comentários sobre importantes álbuns do Rock e Metal de sua coleção de vinil, alternando com conteúdos sobre aspectos gerais do cenário underground (coberturas, entrevistas, etc).

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Links associados:

Faith No More - The Real Thing ( 1989):

Jim Martin & Behemoth: 

Mike Patton & Mr. Bungle: 

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SHADOWSIDE – Shades of humanity


Depois de Inner monster out (2011), que se tornou em pouco tempo um disco praticamente clássico do Metal nacional, muito poderia ser indagado sobre o próximo passo dos paulistas do SHADOWSIDE. Numa simples, porém, clara e eficiente forma de expressão: não decepcionaram. Shades of humanity é um disco que equilibra de forma perspicaz e inteligente a melodia e o peso calcado numa afinação mais baixa, amparadas por refrãos marcantes e uma maior exploração e alcance do timbre vocal de Dani Nolden. Ela consegue ir de vocalizações mais graves e baixas até mais altas, mas sempre mantendo a linha melódica. Além disso, a produção e qualidade da gravação realçam a qualidade das faixas. As mãos de Fredrik Nordstrom (ARCH ENEMY, HAMMERFALL, EVERGREY, IN FLAMES, entre outros) e Henrik Udd (ARCHITECTS, DIMMU BORGIR, entre outros) certamente foram também cruciais em proporcionar músicas cheias de energia e passagens marcantes. Ao mesmo tempo em que o álbum apresenta a referida pega energética, ele é denso em contextos complexos e extremamente atuais que vão desde aborto, depressão à desastres ambientais (como foco o terrível desastre ambiental de barragem da empresa Samarco no município mineiro de Mariana em 2015). O desempenho dos demais músicos também é digno de destaque, visto que todos executaram muito bem suas funções e agora Dani, Raphael Mattos (guitarra) e Fabio Buitvidas (bateria) estão acompanhados do baixista Magnus Rosén (ex-HAMMERFALL), que somou bastante na ótima dinâmica das músicas, diga-se de passagem. Com relação ao set list, todo ele é prazeroso de ser ouvido, mas os destaques começam logo na abertura com a excelente e marcante The fall, que dá a tônica do que virá no restante do álbum. Beast inside e Insidious me mantêm a pegada firme mais uma vez destacando a ótima variação vocal de Dani. Mas os pontos altos ficam a cargo da trinca viciante constituída por The crossing (com excelentes riffs e solos), Unreality (e da-lhe peso) e Alive (bela, forte e melancólica). Muito provavelmente o tempo será um bom juiz na forma que este álbum merece em termos de reconhecimento no cenário nacional. Nota: 9.0/10.

 Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1. The Fall / 2. Beast Inside / 3. What If / 4. Make My Fate / 5. Insidious Me / 6. The Crossing / 7. Stream of Shame / 8. Parade the Sacrifice / 9. Drifter /10-Unreality / 11. Alive

KING DIAMOND no Liberation Festival em São Paulo: uma noite épica!


Por Écio Souza Diniz

Uma noite histórica e única para muitos fãs de Metal. Isto foi o que representou e o que muitos dos presentes no Espaço das Américas na capital de São Paulo esperaram e receberam no dia 25 de Junho de 2017. Tratava-se da recente turnê do lendário vocalista dinamarquês KING DIAMOND, tocando o clássico álbum Abigail (1987) na íntegra. O show organizado como parte do Liberation Festival 2017 também contou com os shows do CARCASS (Inglaterra), TEST (São Paulo), HEAVEN SHALL BURN (Alemanha), LAMB OF GOD (Estados Unidos). O PÓLVORA ZINE teve a oportunidade de acompanhar esta noite lendária e relata aqui ao leitor, dando maior enfoque na cobertura dos shows do CARCASS e do KING DIAMOND.

A primeira banda a entrar em cena foi a TEST, mandando seu Grindcore/Death metal seco, cru e agressivo executado apenas pela guitarra e vocal de João Kombi e da bateria de Barata. Os paulistanos mostraram sua garra através de músicas bem rápidas e certeiras. Na sequência vieram os alemães do HEAVEN SHALL BURN que já contam com um bom público brasileiro. Principalmente o público mais jovem agitou bastante durante o show, destacando a audiência para músicas como Endzeit, The Weapon They Fear e Counterweight.
CARCASS

Mas se tratando de pedrada sonora, os veteranos do icônico CARCASS entraram com tudo. A performance impecável de Jeff Walker (baixo e vocal), Bill Steer (guitarra), Ben Ash (guitarra) e Daniel Wilding (bateria) proporcionou o melhor show da banda desde sua primeira passagem pelo Brasil em 2008. O potente e inconfundível vocal de Walker juntamente com sua presença e carisma continuam sendo um dos destaques nas músicas e shows da banda. O set list foi executado com afinco abrangendo desde petardos mais recentes até os clássicos. Após a breve introdução de 1985, a abertura veio arrebentando tudo com 316 L Grade Surgical Steel do mais recente álbum, Surgical steel (2013). Deste álbum ainda mandaram ver com os arrasa quarteirões Cadaver pouch conveyor system e Captive bolt pistol. Mesmo com o Espaço das Américas lotado, ainda rolaram alguns mosh pits, especialmente durante a execução de clássicos do álbum Heartwork (1993) como sua faixa título, Buried dreams, Carnal forge, No love lost e This mortal coil. Mas não parou por aí, pois ainda rolaram as viscerais Incarnated solvent abuse e Corporal jigsore quandary do álbum Necroticism – descanting the insalubrious (1991), fase clássica que contava com Michael Amott (ARCH ENEMY). Para aqueles, como este que vos escreve, que são fãs da fase Gore/Grind da banda, como brinde ainda foram tocadas Reek of putrefaction e Exhume to consume de Symphonies of sickness (1989). Vale por fim, ressaltar também o belo fundo de palco baseado na capa Surgical steel

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