Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens

DEATH TRAP: Full moon possession (2014)


Não apenas de ROTTING CHRIST vive a Grécia, mas há uma rica cena do Metal, especialmente voltada para o Thrash e Death. O DEATH TRAP neste EP mostra através de suas duas faixas (Sepulchra whisper é uma introdução,) gravadas de forma crua, bases consistentes que podem ser promissoras. Full moon possession é rápida e com um grito e riffs iniciais que lembram o SARCÓFAGO na época do I.N.R.I.  Já Bestial worship tem uma pegada mais Death/Thrash com riffs cortantes.  Que sigam em frente e busquem a evolução. Bom início. Nota: 7,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas:
1-Sepulchral Whisper
2-Full moon possession
3- Bestial worship  

SUFFERING: Chaosatanas (2014)



A Polônia é bem conhecida por possuir uma das cenas mais extremas do mundo, composta por bandas de alta qualidade. Composta por Armagedon (vocal), Astaroth (BESATT, guitarra e baixo) e Exernus (BESATT, bateria), o SUFFERING pratica um Black metal cru, agressivo e bem trabalhado. A forma orgânica da gravação aliada à técnica dos músicos já torna Chaosatanas um candidato entre os melhores álbuns do ano. Na abertura, Sacrifice for satan entra quebrando tudo. Na torturante I am the existence há andamento mais cadenciado, Frozen Faith possui alternâncias bem estruturadas entre partes mais rápidas e mais lentas e Leviathan rises é repleta de riffs cortantes. Uma banda promissora para despontar no cenário mundial. Nota: 8,5


Por Écio Souza Diniz


Faixas:
1-Sacrifice for satan
2-Essence of sin
3-I am the existence
4-Leviathan rises
5-Frozen faith
6-Ofiara
 

METALSTEEL: This is Your Revelation (2014)



Disco para integrar a coleção de apreciadores de Metal tradicional/melódico com elementos de Hard rock, o que se encontra aqui é uma trilha sonora para histórias fantásticas. Quinto registro da banda eslovena Metalsteel, formada por Beni Kic (vocal, guitarra), Rok Tomšiè (guitarra), Matej Sušnik (baixo) e Daša Trampuš (bateria), This is Your Revelation (2014) é um disco que mostra uma banda combinando agressão crua com estruturas progressivas. Gravado como numa jam, o resultado é um som orgânico que se encaixa de forma consistente à produção moderna. Destaque para as linhas de guitarra de Beni e Rok, e para as harmonias vocais do primeiro. Ao dar o play, vale começar pelas faixas New Way of Thinking, New Messiah, a faixa-título e Long Time Ago. Nota: 8,5

Por Ramon Teixeira

Faixas:
1. New Way Of Thinking
2. Taboo
3. Narcissus
4. New Messiah
5. This Is Your Revelation
6. Call Off The War
7. Godfather Of Nothingness
8. Man Of 1000 Faces
9. Long Time Ago

LA VENTURA: White crow


Tratando-se de uma banda holandesa de melodic Metal/Rock com vocal feminino, após A New Beginning (2008) e o EP Breaking the Silence (2010), Carla Van Huizen (vocal), Sasha Kondic (guitarra), Mike Saffrie (baixo) e Renzo Van Poecke (bateria) presenteiam os apreciadores do estilo com o diversificado White Crow (2013). Gravado na França no MII Recording Studio, produzido por Didier Chesneau e masterizado por Bruno Gruel, tem-se em mãos um trabalho consistente e recheado de diferentes ambientações. Indo do peso e velocidade à lá Thrash metal como em Falling Down à baladas como Drowning e a faixa-título, vale o destaque para a bela voz de Carla e os riffs de Sasha. O nome do disco é uma excelente metáfora para o que se encontra nesse registro: contrastes. Vale a pena a audição. Nota: 8,0          

Por Ramon Teixeira

Faixas:
1. Falling Down
2. Human Vanity
3. Close to You
4. Song for an Idiot
5. White Crow
6. Drowning
7. Time and Time Again
8. Neverending Story
9. The Only One


10. Watch Me Go

ENDLESS RECOVERY – Thrash Rider (2013)



Eis aqui uma banda grega de Thrash metal oldschool com grande potencial para atingir popularidade dentro e fora de seu país. Formada no ano de 2011 em Atenas, cá está a banda com seu debut álbum lançado em 2013. Atualmente o time é composto por Michalis S. (vocais), Tasos P. (guitarra/backing vocal), Sotiris D. (guitarra), Panagiotis A. (baixo/ backing vocal) e Michalis M. (bateria). O som da banda é uma trilha sonora certeira para suas letras ácidas sobre sistemas políticos atuais e a nossa sujeição ao capitalismo, sendo executado com competência, unindo boa técnica e feeling. A gravação está bem orgânica, porém enxuta, registrando toda a fúria da banda. Durante todo o set list o que se encontra são riffs afiados, bases rápidas e variações muito inteligentes da cozinha do baixo e bateria. Embora, seja um pouco difícil separar destaques, alguns momentos se sobressaem como na pesada ‘Urban crimes’, riffs cortantes de ‘War in the streets’ e ‘Corrupted Media Propaganda’ (que também possui um solo inspirado), ‘Handycapped corpse’ e a marcante faixa título. Ótima estreia. Nota 9.

Por Écio Souza Diniz

1-Urban crime- pesada
2- War in the streets
3-Power of hate
4-Corrupted media propaganda
5-Visions of the youth
6- Habitats mutation
7-Handycapped corpse

8-Thrash rider

THREE WISE MONKEYS: Perihelion (2013)


Depois de Red (2010) e do ao vivo Five Live EP (2011), os australianos Kypo (guitarra), Alex King (baixo) e Lian Chandler (bateria) acabam de lançar o álbum Perihelion, na verdade um compilado de singles lançados num período de dois anos. O que se encontra aqui é uma complexa reunião de composições fusion/rock progressivo experimental muito bem produzido à lá Liquid Tension Experiment. Numa primeira audição pode causar estranhamento a quem não é íntimo com a música instrumental, todavia, passado esse momento inicial, proporciona ao ouvinte viagens regadas a muita virtuose e notas dissonantes. Todas as músicas são interessantes, mas vale o destaque para SpiderFingers, com um grande peso no seu trecho final, Acid 15, um fusion lisérgico com excelentes linhas de guitarra e Choke, com uma cozinha bem estruturada e diversificada. Embarque nessa viagem. Nota: 8,5

Por Ramon Teixeira

Faixas:
Perihelion
Evolution
Sol Invictus
SpiderFingers
Zeitgeist
Acid 15
Choke
Pwnagetool

HELL's THRASH HORSEMEN: Demo 2012


O revival do Thrash metal oitentista está sendo vivido em toda a parte do planeta, e na Rússia não é diferente. Nesse registro, Konstantin Rodin (baixo), Fyodor Masuev (bateria), Nik Komshukov (guitarra, backing vocal) e Alexander Ivanov (vocal) nos apresentam um Thrash metal furioso e insano. Com claras influências de Slayer, o que surpreende aqui é a organicidade e vigor da produção. Na música Lifetime Delusion tem-se a impressão de se escutar a música “ao vivo”, destaque para os bumbos da bateria. A melhor do EP com certeza é Minds Collides, violência em estado bruto. Diferente dos registros anteriores, ...Till Violence (2009) e Going Violence (2010), aqui não há uma acentuada exploração do backing vocal, à lá Anthrax. A capa deste EP destoa do que tem sido feito atualmente no estilo (inclusive das capas dos registros anteriores da banda). Ao dar o play, violência, velocidade e nostalgia são o que vem a mente. Nota: 7

Por Ramon Teixeira

Faixas:
1-Im Reich Des Chaos
2-Servants of The People
3-Lifetime Delusion
4-Minds Collide

DRAGON’S KISS: Somewhere up in the mountains.


Neste debut em formato EP os portugueses do DRAGON’S KISS mostram nas duas faixas que o compõe um Hard/Heavy, com alguma influência de NWOBHM. A faixa título que abre o trabalho é um Hard duro e incisivo, com refrão marcante, bons solos e uma camada de sintetizador de fundo que lhe serviu bem. Your time mantem a pegada com riffs ásperos, porém possui partes mais cadenciadas e uma maior variação do vocal. Aliás, o vocal ácido/rasgado é um dos destaques aqui. Um bom início para uma banda que pode ser promissora, se manter este ritmo de composição. Nota: 7,0

Por Écio Souza Diniz

Faixas:
1-Somewhere up in the mountains
2-Your time


HUGIN MUNIN – Mountainbreaker (2013)


Quandas bandas brasileiras que se aventuram a tocar algo voltado para o Viking metal, com elementos de Death? Pois é, resposta difícil. Mas o Hugin Munin decidiu ser audacioso e dar a cara tapa. Após ter sido bem recebido com o álbum Ten Thousand Spears for Ten Thousand Gods, de lá pra cá esse grupo de Santos (SP) vem galgando boas etapas de crescimento em sua carreira. Neste EP o que encontramos são quatro faixas envolventes, remetentes a uma atmosfera de batalha. A gravação está limpa e linear para todos os instrumentos. A estruturação e dinâmica das músicas ainda podem melhorar, mas talento eles possuem para alcançar isso. A melódica Bastards are those, com um refrão marcante abre caminho para as passagens mais complexas de Flight of ravens, com interessantes partes mais arrastadas. Look skyward and despair se destaca por sua rapidez, bases metrancadas de bateria, bons solos de guitarra e alternância entre vocais rasgado e urrado. A faixa-título é a melhor, apresentando uma aura apoteótica. Vale citar também que Mountainbreaker narra uma saga que será contada em três EPs. Está aí um grupo que merece destaque. Nota: 7,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas:
1-Bastards are those
2-Flight of ravens
3-Look skyward and despair-

4-Moutainbreaker 

MUQUETA NA OREIA: Blatta (2013)


Felizmente ainda há muitas bandas que nos aparecem como uma grata surpresa.  A Muqueta Na Oreia, clássico caso da máxima “nunca jugue pela capa”, é um desses casos. Com um Metal pendendo para o Thrash com elementos de Hardcore e Groove, esses paulistas mostraram uma evolução absurda em relação ao seu debut, Lobisomem em lua cheia (2010). O álbum foi lançado pelo selo da banda, o Muqueta Records, tendo distribuição da Voice Music. Um dos créditos fica para a gravação, clara, bem equalizada em todos os instrumentos e ainda mantém uma sujeira típica que dá um charme a mais. A produção do encarte também ficou excelente, num formato pôster com uma imagem de Brasília devastada de um lado e as letras (por sinal, bem inteligentes, com irreverência e sarcasmo na medida certa) do outro. No geral, Blatta é um trabalho nervoso do início ao fim que fala por si só, com todas as músicas adquirindo saldos positivos. Vale ressaltar também que todos na banda exercem fidedignamente suas funções. Após uma introdução sinistra com Signifer Lux, um clima não menos desolador entra em cena com a o início arrastado e pesado Nova Era, que é sucedido por uma levada rápida.  Hardware, software e Tupperware é um esporro sobre o circulo vicioso que muitos seguem, cumprindo trabalhos e responsabilidades que não os completam. Os riffs ligeiros e cortantes de Cabeça Vazia entram como uma obsessão na cabeça e Imortal tem uma veia Hardcore furiosa. O lado bem humorado fica a cargo de Exu caveira, Opalão e Melô do repolho. O Trash/Groove de primeira rola solto em Excesso e abundância, cujo vocal urrado de Ramires se destaca. A bateria de Obsesso, com uma boa variação e um pedal estourando o bumbo, mostra serviço num dos melhores momentos do disco. Um grande gol marcado pela Muqueta Na Oreia. Ouça sem moderação! Nota: 9,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas:

1-Signifer lux (intro)
2-Nova era
3-Paranoia
4-Hardware, software e tupperware
5-Cabeça vazia
6-Imortal
7-Exu caveira
8-Excesso e abundância
9-Meretrix (intro)
10-Primogênito de uma meretriz
11-Obsesso
13-Opalão
13-Xamã
Bônus
11-Muqueta News
15-Melo do repolho
Muqueta News (videoclipe)



CRUSHING AXES – Frozen soul (2013)


O projeto CRUSHING AXES, capitaneado pelo guitarrista Alexandre Rodrigues (responsável por gravar todos os instrumentos) chega a mais uma saga com Frozen soul, um trabalho melancólico e com uma grande versatilidade de estilos dentro do Metal. A gravação está bem feita, apenas com o pesar do vocal um pouco abafado e alguns instrumentos mais altos em certos momentos. O já dito desfile entre vários estilos foi feito de forma criativa, mas talvez uma maior linearidade em torno de um só teria dado mais brilho ao álbum. Os primeiros destaques ficam a cargo das auras Doom de Burning prophets e Death to plague, a épica Warrior, a pegada Folk de Annihilation. O lado mais Death é ouvido em Coldblood, e o lado mais Thrash em Forge with hate. A aura Black metal ficou destacadamente com Pagan war. Um disco que lhe permitirá uma viagem profunda e envolvente. Nota: 7,5.

Por Écio Souza Diniz

Faixas:
1-Death to plague
2-Warrior
3-Eternal winter (instrumental)
4-Coldblood
5-Beyond the lies (Feat. Jessica Araujo)
6-Condmned soul (Instrumental)
7-Honouring the ancestors
8-Forgotten wisdom
9-Annihilation
10-Rise of the gods
11-Forget with hate
12-Warmaster
13-Pagan war
14-Burning prophets
15-Death machine (Feat. Jessica Araujo)




ELETRIC AGE - Good times are coming (2013)



A evolução da Eletric Age desde sua formação é evidente, aportando agora com um trabalho melhor produzido. Os garotos são bem intencionados e audaciosos no som a que se propõe fazer, um Hard/Glam anos 80. As músicas ainda precisam ser mais lapidadas, suas estruturas melhor arranjadas, uma enxugada nas partes melódicas exacerbadas e maior linearidade no vocal, que abusa dos agudos em alguns momentos inadequados. Sobre o set list Snake eater é um tema grudento que se destaca por suas bases e refrão. All night long é uma tema interessante com passagens mais lentas e uma boa sacada, assim como Dreamer. A bem humorada faixa título é empolgante e encerra bem o EP. Tempo, dedicação e persistência podem trazer coisas boas à banda. Confira! Nota: 6,5

Por Écio Souza Diniz

Faixas:
1-Rise
2-Snake eater
3-All night long
4-Dreamer
5-Good times are coming