JOKERIZANDO - episódio # 3: percepções do "Vol.4" do BLACK SABBATH

Nesse terceiro quadro da coluna JOKERIZANDO, Manu Joker traz aos que acompanham o PÓLVORA ZINE algumas de suas percepções sobre um clássico do Metal setentista, o disco "Vol.4" do BLACK SABBATH. Confiram, curtam e compartilhem! Fiquem ligados, inscrevam-se no nosso canal para receber as atualizações, deixem lá suas curtidas e nos acompanhem também em nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/PolvoraZine/ 



 Acesse também: 
contacts: ugangabr@gmail.com 

17º RISING METAL FEST



Em meio a uma grave crise política e econômica que atravessa o Brasil, tendo afetado também diretamente os produtores culturais, o Rising Metal Fest resiste com o mesmo ideal de valorizar o trabalho autoral e a diversidade de estilos dentro do Heavy Metal. Idealizado por Anderson Sabazinho, também responsável por outros eventos na região, totalizando mais de 50 festivais que trouxeram pra Lafaiete desde bandas lendárias dos anos 80 como Chakal e Witchhammer, passando por representantes da NWOTHM como Skull Fist (Canadá), Enforcer (Suécia), Steelwing (Suécia), além de Blaze Bayley (ex-vocalista do Iron Maiden). Outra característica desses eventos foi o espaço para as bandas regionais que fazem um trabalho de alto nível: Noise More Bleed (Barroso), Transtorno (Entre Rios) e Sflexia (Lafaiete) são exemplos que com profissionalismo conquistaram a admiração do nosso público.

WITCHFINDER GENERAL - Friends of Hell


Por Lucas Araújo Alves

Originário da classe em extinção dos animais primatas e gigantescos da família colossal B- Sapiens, exatamente, a criação mutante das afinações baixas e pesadas, registradas na categoria B de BLUE CHEER, BLACK SABBATH, BANG, BUFFALO, BOOMERANG, BLUES CREATION, BLACKWATER PARK e BUDGIE! O WITCHFINDER GENERAL catalisou o peso mastodonte e seguiu a direção traçada pelos mestres ancestrais citados. Os coveiros perversos ingleses realizaram uma das melhores estréias de toda gloriosa trajetória da NWOBHM. O mágico “Death Penalty” captou o vigor indescritível setentista e inseriu a banda no altar do desconhecido, sabe aquelas bandas recheadas de mistério e lendas, sim, o WITCHFINDER GENERAL é místico. A formação básica como trio no debut, onde curiosamente Phil Cope conduzia as “pás elétricas”: guitarra e baixo. O segundo ato da fogueira tradicional da Malleus Maleficarum foi nomeada de “Friends Of Hell”. Nesse registro a formação era um maléfico quarteto composto por: Zeeb Parkes (vocal),Phil Cope (guitarra),Rod Hawkes (baixo) e Graham Ditchfield (Bateria). "Friends Of Hell" sustenta as chamas da cremação soturna setentista, todavia a sonoridade é mais veloz, acrescida de um baixo incrivelmente pesado e com requintes de crueldade. Nada de sobras de obras passadas e comparações vazias, "Love on Smack", “Friends Of Hell”, “Music” “Quietus”, são invasões sonoras furiosas dos caçadores, enquanto “Shadowed Images”, “I Lost You” e “Requiem for Youth", soam como músicas de fundo de uma missa de sétimo dia, um tributo sarcástico às jovens assassinadas, aqui, o clima é sabatical, lúdico e deprimente. O segundo disco dos britânicos é outro marco dentro do Heavy Metal, e na decadente década de 1990, muitos grupos de Stoner metal foram batizados nessa tocha influente. Por isso, é possível afirmar que o "General Caçador de Bruxa" (nome inspirado na auto titulação de MATTHEW HOPKINS, referência ao carrasco no século XVII), é um dos testamentos sólidos da proliferação Doom Metal. Infelizmente, após esse álbum o grupo entrou em um hiato sem fim, que acabou gerando o terceiro álbum apenas vinte e cinco anos depois.

VULCANO - Live!

Por Lucas Araújo Alves 

O ano era 1985, a ditadura militar havia ‘acabado’, o então novo presidente que era a esperança , acabou morto misteriosamente. O Brasil atravessava suas agruras financeiras e meio que perdido pela falta de identidade cultural, brotou a esperança de ávidos amantes do som pesado, eles se encontraram em um monumental festival chamado Rock in Rio, o espetáculo foi considerado a “Woodstock tropical" onde milhares de jovens roqueiros despertaram sua loucura eloqüente e frenética. O início dos concertos da tal pedra louca começou por essas terras tupiniquins graças ao ponta pé inicial de gigantes como o mestre teatral ALICE COOPER (1974), o dramático QUEEN (1981), os explosivos VAN HALEN e KISS (1983), além de outros títulos importantes. Mas nem tudo eram flores, se por um lado o rock glamoroso tinha suporte e apoio de gravadoras e empresários, no movimento independente conhecido como underground a realidade era extremamente distinta. Imagine o cenário heavy metal nacional em 1985. Mesmo com a precariedade o exército batedor de cabeça integrado por amantes ávidos garotos apaixonados por heavy metal se aglomerava em clubes mofados e encardidos, tudo em prol ao ritual do mortífero som metálico. Os lançamentos de coletâneas, splits e discos eram feitos na base do crivo real: batalhas, sangue e suor. Originário de Santos (SP), o VULCANO mantinha uma proposta tradicional com claras inclinações do Hard Rock 70’s, lanado em 1983, o primogênito "Om Pushne Namah" carrega essa áurea. Contudo, o brilho sonoro foi ofuscado pela descarga maldita do Heavy metal agressivo, veloz e violento. De fato, o vulcano é muito mais do que um mero conjunto brasileiro influenciado por MOTÖRHEAD, VENOM e MERCYFUL FATE. É uma instituição generativa que propagou sobre todos à furiosa erupção do seu próprio nome, tornando-se um cataclismo sul americano em plena era Heavy Metal. A consagração definitiva esta registrada no em cada sulco do lendário disco ao vivo “Live!”. 
Gravado na cidade de Americana (SP), todas as nuances desse registro ultrapassa as barreiras do limite rústico, atingindo eternamente o coração dos fieis headbangers do Brasil. Em Live, o público ensandecido clama ininterruptamente pelo delírio Heavy Metal Extremo. A saudação do vocalista Angel:“Os portais do inferno se abrem, para vocês Vulcanoooo”, é simplesmente o prelúdio de toda uma geração, tudo esta escrito eternamente em “Witch's Sabbath”, “Prisioner From Beyond”, “Fallen Angels”, “Devil On My Roof”, “Guerreiros de Satã”, “Riding In Hell”, “Total Destruição” e “Legiões Satânicas”. Ergam suas cabeças e punhos para cortejar o álbum mais importante do Heavy Meta Extremo Nacional. Atemporal!

PENTAGRAM - PENTAGRAM

Por Lucas Araújo Alves

Ícone, expoente, desconhecido e sombrio. Esse é o PENTAGRAM, um dos dinossauros do underground norte-americano, um dos raros conjuntos que enfrentaram o anonimato e a injustiça do não reconhecimento, puro exemplo de persistência e pioneirismo.  O Pentagram representa a fusão da cultura hippie dos anos 60 e o satanismo lírico de COVEN e BLACK SABBATH. Tudo isso aliado ao tempero de influência da arte intelectual de Crowley e logicamente à uma mescla do entretenimento pavoroso de Charles Manson. Formado em 1972, no período dopado e criativo do Rock and Roll, esse grupo era considerado o BLACK SABBATH ianque: Som pesado, lento e letras apavorantes. Liderado pelos ‘’Hippies’’ satânicos Booby Liebling (Vocal) e Victor Griffin (Guitarra), o Pentagram realizou sua estreia em formato “Full Lenght’’ 13 anos após sua fundação, depois de diversas demos espalhadas no cenário, inclusive a clássica Underground Sound de 1977. Finalmente nasceu em 1985, o debut do quarteto. Além de Booby e Victor a banda era formada por Martin Swaney no baixo e o grande baterista Joe Hasselvanderl, que hoje toca no influente grupo RAVEN. O álbum Pentagram ou simplesmente Relentless é uma junção de sons Sabbaticos, ultrajados de personalidade e ocultismo. A originalidade não é evidente, mas a sonoridade lacrimeja os primórdios do puro Doom Metal, músicas como ‘’The Ghoul’’, ‘’Dying World’’, ‘’Death Row’’ e “Sign Of The Wolf (Pentagram)” são hinos desse monstro profano da música pesada. Vida longa ao PENTAGRAM e ao som nosso de cada dia. ‘Eternal Doomed’, "Ancestral Pentagram"

JOKERIZANDO - episódio # 2: dissecando o "Rotting" do SARCÓFAGO.

Nesse segundo quadro da coluna JOKERIZANDO, Manu Joker traz aos que acompanham o PÓLVORA ZINE algumas estórias, curiosidades e fatos de um clássico do Metal mineiro e mundial, o disco Rotting do SARCÓFAGO, no qual ele foi baterista. Confiram, curtam e compartilhem!

Fiquem ligados, inscrevam-se no nosso canal para receber as atualizações. Deixem aqui suas curtidas e nos acompanhem também em nossa página Facebook: https://www.facebook.com/PolvoraZine/




Acesse também:

Programa Underdose:

Uganga:

SURRA: a música como manifesto!


Por Ramon Teixeira

Remanescentes da banda LIKE A TEXAS MURDER, Leeo Mesquita (vocal e guitarra), Guilherme Elias (baixo e vocal) e Victor Miranda (bateria) formaram o SURRA em 2012 na cidade de Santos (SP). Em sua trajetória de quase seis anos de história já cruzaram o país de norte a sul e acumulam um DVD ao vivo, uma turnê pela Europa, um EP, uma discografia recheada de discos ao vivo, vários videoclipes e dois álbuns completos, dos quais, a banda segue em divulgação do mais recente Tamu na Merda (2016). Enfim, com uma carreira em ascensão no cenário underground a banda não para. Com previsão de lançamento de um EP ainda para o primeiro semestre desse ano, a banda promete tomar de assalto mais uma vez o cenário brasileiro com seus shows intensos e politizados. E para falar sobre tudo isso, o PÓLVORA ZINE teve o prazer de entrevistar Leeo. Com vocês, SURRA!

Pólvora Zine: Este ano a banda completa seis anos de existência. Como vocês avaliam essa trajetória até aqui?

Leeo Mesquita: Salve, pessoal do Pólvora zine! Obrigado pela oportunidade. Bom, quando a gente montou o SURRA em 2012 não esperávamos fazer nem metade que já fizemos até agora. Digo isso no sentido das “conquistas” como uma banda do underground mesmo. Estamos sendo chamados para festivais um pouco maiores, gravando em estúdios de nossa preferência, tocando em vários lugares do Brasil e até fizemos uma turnê na Europa... é bem louco pensar que tudo isso foi e está sendo possível! A trajetória está sendo cansativa, mas valendo a pena. 

REBAELLIUN: falece o guitarrista Fabiano Penna.


Um momento triste para o cenário underground brasileiro, o compositor, produtor e guitarrista  Fabiano Penna que se consagrou no Metal Extremo brasileiro e mundial através do REBAELLIUN veio a falecer neste 27 de fevereiro de 2018 de uma infecção generalizada desconhecida.

O guitarrista também foi conhecido por seu trabalho com as bandas ANDRALLS e por um período menor de tempo fez um excelente trabalho com o THE ORDHER.

Sua morte representa a perda de um mestre criador de riffs do Metal extremo brasileiro. Suas obras no REBAELLIUN cunhadas nos álbuns Burn the promise land (1999), Annihilation (2001) e The Hell's Decrees (2016) sempre serão um legado de grande primor para a história do nosso metal, mas também para o mundo, visto que acabara de voltar de uma turnê europeia muitíssimo bem sucedida.

Saudações eternas a esse grande músico. 

Unleash the fire!!!

ONSLAUGHT - The force


Por Lucas Araújo Alves

Lendária banda britânica crescida na chacina. Começaram no caos da influência punk hardcore de 1982, embriagados por fontes inesgotáveis de Discharge, The Exploited, G.B.H. Logo venderam alma pro lado negro e fizeram um dos aços retorcidos mais toscos e legais dos anos 80, sim, o glamoroso e poderoso "Power From Hell". Um eco dos primórdios do metal da morte repleto de focos do metal velocistas também chamado speed metal. 

Com uma baita reformulação, lançaram aquele que é o ápice do conjunto. Das forças do lado negro ainda nas letras o Onslaught fez a investida da besta no Thrash Metal, e o resultado foi um sonoro ataque devastador.

A entrada do vocalista Sy Keeler trouxe mais dotes metálicos ao som do entao quinteto do Reino Unido. Mesmo a Inglaterra não tendo focos thrashing naquele 1986, o abatedouro Onslaught reinou em sua criação sonora ardida chamada 'the force'. 

Mesclando influências de Venom, Mercyful Fate, Slayer, Metallica e Destruction, o grupo mesclou a violência do thrash speed e o clímax do Black metal. Basta conferir pauladas como 'Let There Be Death", "Metal Forces", hino!, "Fight With The Beast", "Flame Of The Antichrist", um thrash metal em forma de Mercyful Fate ",Melissa" com nuances de Slayer "Show no Mercy". 

O Onslaught mostrou que a palavra força é surgida por meio do poder do inferno, mas a força bruta seria concretizada neste ótimo álbum de thrash metal acelerado e cadenciado.

Talvez era a banda certa de metal rápido no lugar não ideal , pois qualidade, sagacidade e identidade eles tinham de sobra. 

JOKERIZANDO: episódio # 1 - análise de "The real thing" do FAITH NO MORE.

Na coluna JOKERIZANDO, comandada pelo Manu Joker (UGANGA, ex-SARCÓFAGO), ele traz para quem acompanha o PÓLVORA ZINE comentários sobre importantes álbuns do Rock e Metal de sua coleção de vinil, alternando com conteúdos sobre aspectos gerais do cenário underground (coberturas, entrevistas, etc).

Fiquem ligados, inscrevam-se no nosso canal para receber as atualizações. Deixem aqui suas curtidas e nos acompanhem também em nossa página Facebook: https://www.facebook.com/PolvoraZine/




Links associados:

Faith No More - The Real Thing ( 1989):

Jim Martin & Behemoth: 

Mike Patton & Mr. Bungle: 

Confira também: 

Programa Underdose:

Uganga:

SHADOWSIDE – Shades of humanity


Depois de Inner monster out (2011), que se tornou em pouco tempo um disco praticamente clássico do Metal nacional, muito poderia ser indagado sobre o próximo passo dos paulistas do SHADOWSIDE. Numa simples, porém, clara e eficiente forma de expressão: não decepcionaram. Shades of humanity é um disco que equilibra de forma perspicaz e inteligente a melodia e o peso calcado numa afinação mais baixa, amparadas por refrãos marcantes e uma maior exploração e alcance do timbre vocal de Dani Nolden. Ela consegue ir de vocalizações mais graves e baixas até mais altas, mas sempre mantendo a linha melódica. Além disso, a produção e qualidade da gravação realçam a qualidade das faixas. As mãos de Fredrik Nordstrom (ARCH ENEMY, HAMMERFALL, EVERGREY, IN FLAMES, entre outros) e Henrik Udd (ARCHITECTS, DIMMU BORGIR, entre outros) certamente foram também cruciais em proporcionar músicas cheias de energia e passagens marcantes. Ao mesmo tempo em que o álbum apresenta a referida pega energética, ele é denso em contextos complexos e extremamente atuais que vão desde aborto, depressão à desastres ambientais (como foco o terrível desastre ambiental de barragem da empresa Samarco no município mineiro de Mariana em 2015). O desempenho dos demais músicos também é digno de destaque, visto que todos executaram muito bem suas funções e agora Dani, Raphael Mattos (guitarra) e Fabio Buitvidas (bateria) estão acompanhados do baixista Magnus Rosén (ex-HAMMERFALL), que somou bastante na ótima dinâmica das músicas, diga-se de passagem. Com relação ao set list, todo ele é prazeroso de ser ouvido, mas os destaques começam logo na abertura com a excelente e marcante The fall, que dá a tônica do que virá no restante do álbum. Beast inside e Insidious me mantêm a pegada firme mais uma vez destacando a ótima variação vocal de Dani. Mas os pontos altos ficam a cargo da trinca viciante constituída por The crossing (com excelentes riffs e solos), Unreality (e da-lhe peso) e Alive (bela, forte e melancólica). Muito provavelmente o tempo será um bom juiz na forma que este álbum merece em termos de reconhecimento no cenário nacional. Nota: 9.0/10.

 Por Écio Souza Diniz

Faixas: 1. The Fall / 2. Beast Inside / 3. What If / 4. Make My Fate / 5. Insidious Me / 6. The Crossing / 7. Stream of Shame / 8. Parade the Sacrifice / 9. Drifter /10-Unreality / 11. Alive

KING DIAMOND no Liberation Festival em São Paulo: uma noite épica!


Por Écio Souza Diniz

Uma noite histórica e única para muitos fãs de Metal. Isto foi o que representou e o que muitos dos presentes no Espaço das Américas na capital de São Paulo esperaram e receberam no dia 25 de Junho de 2017. Tratava-se da recente turnê do lendário vocalista dinamarquês KING DIAMOND, tocando o clássico álbum Abigail (1987) na íntegra. O show organizado como parte do Liberation Festival 2017 também contou com os shows do CARCASS (Inglaterra), TEST (São Paulo), HEAVEN SHALL BURN (Alemanha), LAMB OF GOD (Estados Unidos). O PÓLVORA ZINE teve a oportunidade de acompanhar esta noite lendária e relata aqui ao leitor, dando maior enfoque na cobertura dos shows do CARCASS e do KING DIAMOND.

A primeira banda a entrar em cena foi a TEST, mandando seu Grindcore/Death metal seco, cru e agressivo executado apenas pela guitarra e vocal de João Kombi e da bateria de Barata. Os paulistanos mostraram sua garra através de músicas bem rápidas e certeiras. Na sequência vieram os alemães do HEAVEN SHALL BURN que já contam com um bom público brasileiro. Principalmente o público mais jovem agitou bastante durante o show, destacando a audiência para músicas como Endzeit, The Weapon They Fear e Counterweight.
CARCASS

Mas se tratando de pedrada sonora, os veteranos do icônico CARCASS entraram com tudo. A performance impecável de Jeff Walker (baixo e vocal), Bill Steer (guitarra), Ben Ash (guitarra) e Daniel Wilding (bateria) proporcionou o melhor show da banda desde sua primeira passagem pelo Brasil em 2008. O potente e inconfundível vocal de Walker juntamente com sua presença e carisma continuam sendo um dos destaques nas músicas e shows da banda. O set list foi executado com afinco abrangendo desde petardos mais recentes até os clássicos. Após a breve introdução de 1985, a abertura veio arrebentando tudo com 316 L Grade Surgical Steel do mais recente álbum, Surgical steel (2013). Deste álbum ainda mandaram ver com os arrasa quarteirões Cadaver pouch conveyor system e Captive bolt pistol. Mesmo com o Espaço das Américas lotado, ainda rolaram alguns mosh pits, especialmente durante a execução de clássicos do álbum Heartwork (1993) como sua faixa título, Buried dreams, Carnal forge, No love lost e This mortal coil. Mas não parou por aí, pois ainda rolaram as viscerais Incarnated solvent abuse e Corporal jigsore quandary do álbum Necroticism – descanting the insalubrious (1991), fase clássica que contava com Michael Amott (ARCH ENEMY). Para aqueles, como este que vos escreve, que são fãs da fase Gore/Grind da banda, como brinde ainda foram tocadas Reek of putrefaction e Exhume to consume de Symphonies of sickness (1989). Vale por fim, ressaltar também o belo fundo de palco baseado na capa Surgical steel

ROÇA ‘N’ ROLL – 19ª edição (2017): quase duas décadas de “mueção”!

Por Écio Souza Diniz e Ramon Teixeira.  Colaborou: Anderson Sabazinho

Marcando mais uma vez o feriadão de headbangers e entusiastas de música pesada de várias partes de Minas e de outros estados, o Roça ‘n’ Roll chega a sua 19ª edição dando um drible na crise econômica do país e oferecendo ao seus  participantes uma verdadeira maratona sonora regada a rock e metal em sua ampla diversidade musical. Considerado o maior festival de rock de Minas Gerais e um dos mais importantes do cenário nacional, nesta edição o festival contou com um cast intenso e, sobretudo, celebrativo da história do underground mineiro e nacional, proporcionando muita emoção a muitos presentes. Com um line-up que passeou por várias gerações do Rock/Metal nacional (de medalhões com mais de 30 anos de carreira a bandas iniciantes), o Roça mais uma vez fez bonito e “desceu a lage”.
Conhecer e reencontrar amigos, a grande tônica de um festival com um histórico longo de realizações. E esse ano não foi diferente. Para chegar ao festival, o PÓLVORA ZINE embarcou no ônibus disponibilizado pela organização do evento – uma iniciativa que faz parte da campanha “Se for beber, vá de busão” levada a cabo pela organização do festival desde de 2006 – e, logo ao chegar ao centro da cidade, enquanto se esperava o veículo próximo à Nave do ET, já era possível perceber a movimentação dos “camisa preta” infestando toda a cidade, marca registrada da paisagem mística da cidade de Varginha, nessa época do ano. Ao chegar à Fazenda Estrela, o clima de amizade e o entusiasmo pelo que há de vir aumentam consideravelmente, com todos à espera pra detonar tudo (no bom sentido).  

O BARDO E O BANJO – Homepath



A música folk tradicional tem crescido bastante no cenário brasileiro nos últimos anos. Embora, ainda não possua uma agregação de público tão expressiva, muitas bandas e festivais que valorizam esse estilo têm surgido por aí. Os paulistanos do O BARDO E O BANJO fazem um som bastante competente calcado em influencias oriundas do Bluegrass e Hillbilly norte-americanos, sendo o primeiro um estilo com fortes raízes na música folk escocesa e irlandesa e típico na região estadunidense da Appalachia. Após sua formação em 2012 pelo multi-instrumentista e compositor Wagner Creoruska Junior, logo soltou dois EPs,  Synergy (2013) e Lakeside (2014), os quais mostraram a qualidade de sua música. Ainda em 2014, eles lançaram Homepath, ainda seu primeiro álbum, que reúne singles dos referidos. Mas este álbum não é apenas uma mera compilação de gravações anteriores, pois aqui a qualidade da produção em geral e a mixagem dão uma boa realçada nas músicas que proporcionam uma viagem no universo folk, remetendo a imaginação inclusive às celebrações tipicamente rurais de pequenas vilas e fazenda e o contato com a natureza. Logo nos primeiros acordes de banjo e do Fiddle na abertura com Turn on your radio você já sabe o que pode esperar: boa dose de diversão e uma atmosfera bem empolgante. Lakeside tem bases e um refrão bem marcantes capazes de grudar na cabeça. Greasy coat tem aquele clima forasteiro de velho oeste. Já Losing my mind tem aquela pegada malandra e descolada. Mas se você quer um clima ainda mais bucólico e emotivo, You need some hope e faixa título se destacam.  The Fall of Willie James tem uma aura totalmente irlandesa e é, por conseguinte, bem festeira. Atualmente, a banda é composta por Wagner Creoruska (Banjo, percussão, vocais), Marcus Zambelo (Mandolin, vocais, sapateado), Peter Harris (Fiddle) e Maurício Pilcsuk (Baixo, vocais) e segue fazendo seus shows pelo Brasil. Ouça sem moderação! Nota: 8,5/10
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Turn on Your Radio! / 2- Lakeside / 3-Greasy Coat/ 4-Hangman’s Reel/ 5-Losing My Mind/ 6-Glimpse / 7-You Need Some Hope / 8-Homepath / 9-Music Is My Business / 10-Stepping on the Brake / 11-The Fall of Willie James / 12-Go Away / 13-Bbq All Day Bbq All Night
Links relacionados:

LECTERN – Precept Of Delator



O LECTERN foi formado em 1999 em Roma (Itália) e aqui nos apresenta com competência seu quinto álbum, Precept Of Delator (2016). Após diversas mudanças de formação ao longo dos anos, parece que a atual se estabilizou e o grupo agora composto por Fabio Bava (vocal e baixo), Pietro Sabato (guitarra), Gabriele Cruz (guitarra) e Marco Valentine (bateria) coloca para fora sua fúria em nove brutais e técnicas faixas. A sonoridade remete ao Death metal estadunidense dos anos 90, ressaltando o típico estilo consagrado em Tampa (Flórida) por bandas como MORBID ANGEL e DEICIDE, mas com mais referencias musicais para a primeira. Eles não reinventaram nada aqui, mas fizeram bem feito o que se propuseram a fazer, evidenciado numa produção de qualidade com todos os instrumentos bem timbrados, a agressividade e técnica caminhando lado a lado sem excessos em alguma dessas partes e um bom grau de maleficência enrustida nas letras. De uma forma geral, a dinâmica do disco é boa e podem ser destacadas faixas como a abertura com Gergal profaner, que já entra arrebentando tudo, seguida por Palpation of sacaramentarian. Fluent bilocation possui ótimos blast beats, Pellucid destaca ótimos solos e bases mais cadenciadas e Diptych of Perked Oblation é bem consistente em bases fortes e sincrônicas entre todos os instrumentos. Sem dúvida este é um grupo italiano que deve ser ouvido pelos apreciadores de Old School Brutal Death metal. Nota: 8.0
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Gergal Profaner / 2-Palpation of Sacramentarian / 3-Fluent Bilocation / 4-Distil Shambles / 5-Pellucid / 6-Diptych of Perked Oblation / 7-Garn For Debitors / 8-Precept of Delator / 9-Discorporation with Feral

ATACKE NUCLEAR - Extermínio


A banda Sul-mineira ATACKE NUCLEAR, oriunda de Três Corações, vem deixanado sua marca no underground nacional através de seu Crossover e Thrash Old School autêntico e direto, que retrata a realidade de nosso país e de sua região e cidade, uma das mais violentas do Estado. Agora como trio composto por Gregori (Guitarra e Backing vocal), Luiz O. (Baixo e Backing vocal) e Eduardo S. (Bateria e Vocal) neste segundo álbum mostram musicas ainda mais elaboradas e pesadas do que no debut Caos mundial (2010). A gravação tem uma pegada mais crua, mas que mantêm a clareza necessária para se ouvir perfeitamente todos os instrumentos e vocal, dando uma realçada na agressividade das músicas. As alternâncias entre o Thrash típico de bandas como EXODUS, o Crossover de bandas como SUICIAL TENDENCES e o Speed/Thrash são notadas no decorrer da audição. Mas o principal é de fato a pegada mais Speed/Thrash que percorre o disco, além de alguns elementos Death/Thrash nacional aqui e acolá. A faixa de abertura, Mercadores da morte, já entra com uma boa base de riffs dobrados que logo entram numa pegada mais cortante. Crucifique os falsos entra arrebentando tudo com ótimos solos e uma base muito consistente da bateria. Mas é em Suicidas que temos um dos melhores momentos, visto que é a mais pedrada de todas, lembrando a mescla mineira clássica do Thrash/Death, uma espécie combinação sonora entre MUTILATOR e SARCÓFAGO. Inclusive, nas partes mais cadenciadas lembra o SARCÓFAGO das fases I.N.R.I e Rotting. Ainda se destacam Vítimas do sistema com ótimos “blast beats” e solo lancinante, Silêncio da conveniência com seu refrão marcante e a faixa título que é um esporro sobre a alienação que um governo absoluto submete à nação para ir exterminando-a lentamente. No final das contas ao colocar Extermínio pra rolar, apenas não ouça em volume baixo e sem banguear! Nota: 8.5
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Intro – Lamentos do Inferno / 2-Mercadores da Morte / 3-Crucifique os Falsos/ 4-Suicidas / 5-Vítimas do Sistema / 6-SOS Indígenas / 7-País Fantasma / 8-Silencio da Conveniéncia / 9-Extermínio / 10-Guerreiros do Underground/ 11-Impiedade / 12-Insulto

SKINLEPSY – Dissolved



Já em Condemning the empty souls (2013) o SKINLEPSY já fez jus a experiência dos veteranos que constituem a banda que passaram por bandas como ANTHARES, NERVOCHAOS, PENTACROSTIC e SIGRIED INGRID, tendo a frente atualmente André Gubber na guitarra e vocal, Leonardo Melgaço na segunda guitarra e Evandro Júnior na bateria. A banda não contou com o baixista Luis Berenguer, tendo o baixo sido gravado por Grubber. A fórmula Thrash/Death metal está intacta e de uma forma geral segue a linha do debut, mas o fato é que neste segundo álbum, os caras parecem ter acumulado um ódio ensandecido que culminou em 10 faixas sem trégua, soltando decibéis de riffs poderosos que ainda ficaram mais evidentes com a adição de uma segunda guitarra, permitindo boas alternâncias de bases, e um vocal mais raivoso comparado ao debut. A produção está impecável, desde a timbragem dos instrumentos até masterização e dinâmica das músicas. Logo de entrada vem a porrada com Perfect plan com seus riffs cortantes e compassados em algumas partes, a qual emenda na também certeira The mentor, cujo vocal está insano.  Caustic honor possui um solo muito bem elaborado e colocado. Insomnia é um tema instrumental bem legal, denso, pesado, com boa versatilidade, mostrando que não só de peso vive o homem, mas saber explorar esses elementos é essencial. Mas os destaques maiores ficam para trinca composta por The hate remains the same, também com ótimos solos e um refrão marcante, a faixa título, cuja temática se encaixa bem no seu peso e densidade, abordando a decadência, a luta e o desespero que pessoas viciadas enfrentam perante o vicio em drogas como o Crack, e o fechamento em grande estilo com a regravação de Murder do SIEGRID INGRID, banda lendária que Evandro e Grubber fizeram parte nos anos 90. Dissolved é uma avalanche sonora sem concessões nem modismos e, portanto, digo muito racionalmente que estamos diante de um dos grandes lançamentos de 2017. Nota: 8.5
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-Perfect Plan / 2- The Mentor / 3.-Ask to Diablo / 4- The Hate Remains the Same / 5- Caustic Honor /6- Dissolved / 7.-Blood and Oil / 8-Insomnia / 9- A New Chance of Life / 10- Murder

HATEFULMURDER – Red Eyes




O segundo full length da carreira do HATEFULMUDER é um disco rápido, com músicas diretas e agressivas. O que os fãs escutarão aqui é resultado de mais um passo dado com maestria, coesão e sintonia por Renan Campos (guitarra), Thomás Martin (bateria), Felipe Modesto (baixo) – que desde No Peace (2014) excursiona com a banda e agora é responsável por todas as linhas de baixo do novo registro – e, a mais nova integrante, repaginando a linha de frente da banda, Angélica Burns (vocal). Lançado pela gravadora inglesa Secret Service Records, diferentemente do álbum anterior, Red Eyes possui referências mais calcadas no Death metal melódico e impressiona por diversos fatores. Primeiro, a diversidade de vocais, expresso ora pelo jogo de vocais agressivos de Angélica complementados pelos vocais limpos de Modesto – a novidade do disco e na trajetória da banda (confira as faixas Red Eyes e os singles Tear Down e My Battle, com lyric vídeo e clipe respectivamente disponibilizados no Youtube) –  ora pelos vocais agressivos de Renan (ou de toda banda, em coro, ao modo Thrash metal old school) respondendo a vocalista nos refrãos. Segundo, os timbres e riffs de guitarra de Renan, que a cada lançamento se aprimoram. Terceiro, a cozinha comandada por Modesto e Thomás, com destaque para a máquina de guerra que é o baterista (!). Complementa o produto final a arte da capa. Uma arte simples, mas ousada. Além da referência óbvia (uma releitura de “O Homem Vitruviano”, obra do gênio Leonardo da Vinci), é possível enxergar uma caveira. Mas a capa, assim como todo o disco, é aberta a interpretações. Adquira o disco e faça a sua! Nota: 9,0
 Por Ramon Teixeira
 Faixas: 1- Silence Will Fall / 2-Red Eyes / 3-Tear Down / 4-Riot / 5- Teh Meaning of Evil / 6- Time (Enough) at Last / 7- My Battle / 8-You’re Being Watched / 9- Creature of Sorrow

HOLOCAUSTO: o massacre War metal está de volta!


Por Écio Souza Diniz

O ano de 2017 é uma celebração especial para a lendária banda belo horizontina HOLOCAUSTO, visto que marca os 30 anos do lançamento do clássico Campo de extermínio (1987), um dos álbuns mais polêmicos e únicos do Metal brasileiro. Mas também há outros acontecimentos especiais rolando desde 2016 como o retorno da banda com a formação clássica de 1986, contando com Rodrigo Führer (vocal), Valério Exterminator (guitarra), Anderson Guerrilheiro (baixo e vocal) e Nedson Warfare (bateria), e a gravação do EP War Metal Massacre, prestes a ser lançado pelo selo estadunidense Nuclear War Now. Nesta entrevista Rodrigo Führer falou sobre esse excelente momento da carreira da banda, além de sua visão sobre o mundo atual.
 PÓLVORA ZINE: Ano passado, vocês fizeram uma produtiva turnê na Alemanha, na qual tocaram no grandioso Nuclear War Now Festival V em Berlim, juntamente com bandas como INCANTATION, SABBAT e VARATHRON. Como foi a experiência de tocar neste festival e no país que inspirou a temática e o estilo da banda, o War metal?
Rodrigo Führer: Foi uma experiência incrível tocar nesse festival brutal com um cast de peso, um marco na história da banda e uma honra representar o metal extremo sul-americano na Europa. É impressionante o reconhecimento e como o metal brasileiro é aclamado lá fora. Quanto a Alemanha é um país fantástico, creio que aprenderam muito com as guerras, mas na verdade somos influenciados por todas as guerras do mundo. A humanidade sempre esteve e sempre vai estar em guerra!  

MATHEUS MANENTE - Illusions Dimension



Os fãs e entusiastas de música instrumental começam o ano tendo em mãos um bom disco para poderem apreciar. Trata-se do álbum Illusions Dimension do músico multi-instrumentista, compositor e produtor brasileiro Matheus Manente. O trabalho, feito ao modo one-man-band, é um álbum de metal progressivo instrumental com gravação e produção próprias. O disco foi concebido na Gravadora VmbrellA e pode-se dizer que o músico reuniu aqui todas as suas boas referências do Rock e Metal progressivo, se apropriou de lições de várias bandas, misturou tudo para, ao fim, entregar-nos esse lançamento com treze faixas de muita técnica e feeling em alguns momentos. De modo geral, chama a atenção o abuso de sintetizadores, que nos remete aos trabalhos de KING CRIMSON, TANGERINE DREAM e RUSH. Especificamente, destacam-se Inner Peace, como o próprio título sugere, pela calma, sentimento de paz e reflexão que ela proporciona; Symmetry of Evil, a mais longa do álbum, pelos riffs e mudanças de andamento cativantes; Market Garden – o single do disco com clipe disponível no Youtube que mostra Matheus em ação e cenas da operação Market Garden, a maior operação aérea da Segunda Guerra Mundial, cujo título da faixa é uma referência direta – uma música complexa que lida com o paradoxo das pessoas que travam guerras entre si e, por último; Virtual Destruction, que apresenta referências bastante inusitadas extraídas da música eletrônica (fique atento aos 05:18 em diante! Você se lembrará da música feita pela banda THE ALGORITHM). Enfim, uma boa pedida para 2017. Nota: 7,5

 Por Ramon Teixeira

 Faixas: 1-Illusion Dimension / 2- Kinetic Distubances / 3-The Shapley – Curtis Debate / 4-Inner Peace / 5-Symmetry of Evil / 6-Market Garden / 7-Castaway / 8-The Seventh of Nights / 9-Pamukkale/ 10-Virtual Destruction / 11-The Burial of the Count of Orgaz / 12-Brihadeeswarar Temple / 13-Dreams and memories

FALLEN IDOL – Seasons of grief



O FALLEN IDOL foi formado em 2012, na cidade paulista de Arujá, sendo composto atualmente por Rodrigo Sitta (guitarra e vocal), Márcio Silva (baixo) e Ulisses Campos (bateria). Eles lançaram o primeiro trabalho autointitulado em 2015, mas não perderam tempo e encerraram 2016 com destreza através de Seasons of grief.  Se você é fã do Doom clássico calcado na escola do Black Sabbath, sem dúvida algum este disco lhe agradará, pois o que não falta aqui são riffs afiados, viscerais e densos, embalados por uma mescla muito bem balanceada entre as partes cadenciadas e soturnas com as mais agressivas e melódicas. Além disso, o excelente timbre vocal de Sitta remete à linha característica utilizada em bandas como Candlemass, Trouble, Cathedral e algo de Saint Vitus. A cozinha funciona muito bem, mostrando uma unidade coesa e bem definida, evidenciando claramente as bases de ambos o baixo e a bateria. A gravação é também algo digno de nota, tendo sido direta, sem muitos efeitos, mas ao mesmo tempo enxuta na medida certa. Pode parecer clichê dizer que todas as faixas são ótimas, mas quem ouvir verá que essa afirmação não é tão exagerada como possa parecer. Ao apertar o play você terá seus ouvidos invadidos por uma hipnotizante sessão de distorções, solos inspirados e a dobradinha melancolia/fúria, muito bem introduzidas pela faixa título e Nobody’s life. Ainda se destacam Unceasing guilt, com sua atmosférica épica, remetendo a sensação de uma batalha viking, a pesada e mais acelerada Heading for extinction, que possui uma passagem sombria embalada pelo som de órgão, e The boy and the sea que com a pegada mais Heavy metal do disco, incluindo até mesmo alguns elementos da NWOBHM. Eis aqui um candidato potencial a título futuro de ‘clássico’ nacional. Nota: 9.5

Por Écio Souza Diniz

 Faixas: 1-Seasons of grief / 2-Nobody’s life / 3-Unceasing guilt / 4-Heading for extinction / 5-The boy and the sea / 6-Worsheep Me / 7-Satan’s Crucifixion

Mais visitadas