Por Écio Souza Diniz
O grupo alemão HKSPK surgiu em 2023 na cidade de Frankfurt an der Oder (Brandemburgo) e desde sua estreia com o furioso Holy Scum (2024) já chamou a atenção com o seu blackened death metal agressivo e cru, misturando velocidade com passagens melódicas e a atitude direta do punk. Rapidamente, eles mostraram potencial para evoluir rapidamente, pois já no EP The Human Butcher (2025), no qual já mostraram uma transição da agressividade mais direta e crua para composições com maior profundidade atmosférica, cadência e a adição de camadas místicas e melódicas às estruturas musicais. Agora com o novo álbum, Heimkehr (2026). o grupo mostra a continuação desse caminho, exibindo um equilíbrio entre a agressividade e a melodia, conseguindo combinar violência brutal e os grooves pesados do death metal com momentos de cadência e melodias marcantes e com a introspecção fria e atmosférica do black metal. A dinâmica sonora deixa claro que a formação composta por Jim Tonik (vocal e guitarra), Leon Sabiers (guitarras) e Arne (bateria) está cheia de energia. Entre os destaques, vale citar a alternância entre rapidez e cadência de White Secretions e Sonnenjaeger, Kill the Weak com seu refrão marcante e a atmosfera agonizante e intensa de Rot In Despair. Vale mencionar também o aspecto raw e punk de Rain in the Face, ideal para fãs de Darkthrone. A faixa-título encerra muito bem o álbum, funcionando como uma síntese de sua essência. Eis aqui um grupo com bom potencial de crescimento no cenário extremo. Nota: 7/10