Dorsal Atlântica - Pioneira no Underground Nacional




Estávamos cursando o pré-vestibular em 81 quando fundamos a banda "Ness" para o sarau no final de ano do colégio "Acadêmico" (atualmente soterrado por um edifício de ocasião), fundado e mantido por professores militares em pleno regime de excessão. Covers de Ted Nugent, Kiss, Made In Brazil e Black Sabbath deram o tom da festa de arromba. Daquela noite em diante, decidimos ser roqueiros de fato e fizemos o circuito da cidade, ainda dominada por hippies e músicos que não nos entendiam porque o público certo para a - emergente - Dorsal nem sequer havia surgido.

Ainda no início da década de 80, coloquei o dedinho em uma página qualquer de uma enciclopédia e "Dorsal Atlântica" foi sorteado, aleatoriamente.
Em meus devaneios artísticos, copiei a idéia do movimento dadaísta, que herdou a nomenclatura de forma idêntica.

Em 84, um amplificador velho e diversos álbuns de selos foram vendidos para bancar a nossa parte - a metade - do split "Ultimatum", lançado no primeiro dia do Rock In Rio I, em 85, com uma tiragem de 500 vinis. Nenhuma banda carioca havia lançado um disco pesado, de verdade, e em todo o país somente três outros trabalhos haviam visto a luz do alvorecer - era uma época de desbravadores. O festival Rock In Rio I colocou o nome "metaleiro" em todas as rodas de conversa do país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza e a Dorsal se beneficiou com o disse-me-disse. Rádio Fluminense (pelo ar) de um lado e Circo Voador (pelo espaço) do outro, deram o suporte necessário, e mínimo, para abrigar algo parecido com uma cena, que sempre depende de pessoas com idéias e gostos semelhantes - que desejem se relacionar, é claro. Marcos "animal", nosso primeiro baterista metaleiro, era fã da banda e foi convidado a fazer parte da troupe e em menos de um ano a criatura se voltou contra o criador.

Final de 85, pano desce rápido - leiam a "lenda" do táxi interestadual no livro Guerrilha! - e a necessária mudança de formação ocorreu porque a Dorsal optou pela velocidade e pelas idéias rápidas. O Brasil votou - mesmo que indiretamente -, porém mataram o novo presidente no leito do hospital. Vivíamos, ainda, anos difíceis.

Mil novecentos e oitenta e seis foi o ponto de partida para a gravação do primeiro disco solo por uma gravadora paulistana - apesar de São Paulo demorar a entender nossa proposta de letras poéticas, hardcore e cabelos compridos -, que se chamou "Antes do Fim", álbum que vendeu oficialmente 3.000 cópias, mas segundo a firma que prensava a bolacha, o LP vendeu mais de 10.000 - devidamente não pagas, para deleite dos proprietários das matrizes. Capa censurada e uma gravação feita às pressas porque os produtores não tinham onde cair mortos. Shows e mais shows até a abertura do espetáculo-mega-esculacho dos ingleses do Venom no ginásio do Maracanãzinho em dezembro de 86. Muitos tapas nas costas de vários e rejeição por parte da imprensa, que continuava a não entender a banda. Ninguém leva a sério metaleiros intelectualizados...

Frase do ano do Carlos: "Se ser radical é isso o que a gente é, então graças a Deus por a gente ser radical. "Dividir e Conquistar", gravado em 87 e lançado no ano seguinte, é a alcunha do segundo trabalho da Dorsal gravado com mais tempo, mas com (quase) igual inexperiência e um pouco mais de maturidade musical. O público queria mais rápido (também, culpa nossa), mas a Dorsal queria evoluir e ousar. A nova gravadora (agora, carioca) chamada "Heavy", era uma das duas lojas/selos cariocas que existiam na época. Milhões de habitantes e duas lojas... "Pérolas" do cancioneiro como "Metal Desunido", "Tortura" e "Violência é Real" mostravam um novo caminho a seguir. O "mauvimento" já começava a mostrar suas rachaduras, com uma clara divisão entre os mais radicais - que sempre estavam "certos", ou pelo menos, eram aqueles que gritavam mais alto - e o pessoal do heavy associado aos anos 70. A história é cíclica? No templo carioca do metal - o Caverna - havia o "salão de power metal" onde ninguém ria ou levantava a cabeça. Os metaleiros radicais agitavam as correntes ao som de Hellramos e Running Uái.

"Dividir..." ganhou um batalhão de colocações nos melhores do ano de 88 na Rock Brigade e permitiu que a banda viajasse pelo país, sendo recebida por centenas de pessoas, com faixas de boas-vindas, nos aeroportos de Manaus, Teresina e Belém!
Mais shows com mancebos internacionais: Nasty Savage, dos EUA; Exumer, da Alemanha, e com os bretões-barulhentos do Motörhead, em Porto Alegre. Respeito crescente e nenhum dinheiro. Propostas de lançamento no exterior não concretizadas e um single lançado na Suíça em versão doméstica. A banda ainda se auto-empresariava - Carlos' management.A crise interna mostrou sua face com a ópera "Searching For The Light", em 90, quando o primeiro calotão internacional se fez presente com o lançamento norte-americano do mesmo álbum – nunca pagaram os royalties devidos. O primeiro mundo devendo ao terceiro.

O tema principal da ópera versa sobre a injustiça - social – nacional e as conseqüências de tantos desmandos em um possível futuro dominado por bicheiros, traficantes e uma elite insensível. O esporte favorito das futuras gerações é o surfe ferroviário e o carnaval serve para controlar o excesso de pobres, através de extermínio em massa transmitido pela Embratel, direto da praça da Apoteose. Bem... esse é um baita resumo da história. O público não sacou a proposta e a banda caminhava entre trips intelectuais de difícil entendimento - herméticas, enfim.

O segundo batera, Hardcore ou "Rabicó", para os íntimos, deixa a banda. Insatisfeito com pouca grana (de novo?) e crente de que um mais um são três, ele tomou rumo diferente do nosso - síndrome do músico que sabe "tocar", parte II. Nesse momento, o que veio de fora passou a imperar e o interesse por bandas brasileiras esfriou, gerando uma moda de centenas de bandas cover (depois viriam as de pagode, mas isso é um assunto para o final da década de 90) dos astrolábios internacionais.
Na cena metaleira, a "farofa" fazia força para se estabelecer, desde o final dos 80, mas era apenas outra moda sem consistência e de fora chegariam o funk'o metal, o grunge e o Guns - não havia mais tempo. O rock brasileiro tossia e a Dorsal combatia. O Circo Voador abrigou a Dorsal com os norte-americanos do Testament em outro show marcado pela confusão - mais uma lição feita em casa. Após um ano de audições, Guga foi aprovado como baterista oficial da Dorsal Atlântica. Meses depois, a escola de samba Estácio de Sá cedeu espaço para o show Dorsal com a banda Kreator, da Alemanha. A produtora do evento não obteve o retorno financeiro necessário e, pela última vez, o Rio lotou um show de uma banda estrangeira independente. "The times, they are changing."

No ano do Senhor de 92, "Musical Guide From The Stellium" foi gravado em Belo Horizonte e, pela primeira vez, a banda teve uma produção profissional. A Dorsal investiu em temas esotéricos e musicalidade pesada-progressiva-psicodélica, dando mais um nó na cabeça dos desavisados. "Rock Is Dead", "Hidden & Unexpected", "Recycle Yourself" e a música "Thy Will Be Done" - com as centúrias de Nostradamus cantadas em francês, alemão, inglês e espanhol - são peso e delírio! A revista inglesa RAW! deu nota máxima ao Musical.... "Eles têm o que ensinar ao primeiro mundo. A música para os anos 90", escreveram. Acrescentamos que a capa do Musical... concorreu na Bizz como uma das melhores do ano.

A gravadora era nova (a Cogumelo, de BH), mas os problemas eram os mesmos: pouca divulgação e má distribuição. Receber dívidas da maioria das lojas na galeria do rock em São Paulo é pau-puro. As gravadoras estrangeiras se instalam no Brasil, iludindo muitos com pouco e as bandas começam a negociar as aberturas dos shows internacionais em dólar - o rock, agora, era decidido de cima para baixo.

Em 94, com vigor e público renovados, a Dorsal transou com a dona-ópera, mais uma vez, gerando o "Alea Jacta Est", que conta a história de um Cristo negro e favelado nascido no Rio de Janeiro. Guitarras pesadíssimas e cantos gregorianos. Elogios por toda a imprensa especializada mundial. O show símbolo dessa fase foi no BHRIF, um muito bem organizado festival do governo esquerdista de Belo Horizonte com bandas independentes de todo o globo. Primeiros shows na América do Sul. Carlos abaixou a calça em Montevideo e o público aplaudiu por cinco minutos, ininterruptamente. Seria a vingança contra 1950? "O que faz alguém urrar: 'O que está faltando neste terrível mundo é amor' - em inglês - em meio a hecatombes death metal?", perguntou Pedro Só, do Jornal do Brasil.
E
m fevereiro de 96, e já sem Cláudio Lopes no baixo - triste, mas necessária baixa -, o trio recomposto viajou para a Inglaterra, disposto a fazer o seu trabalho mais pesado. O nome "Straight" deu o tom. Nada a ver com filosofia straight-edge, mas a semelhança de um Carlos Lopes abstêmio, vegetariano, místico e recém-saído de uma relação doentia (casal neuras, lembram?) produziu um álbum forte e uma reação à moda imposta e aceita: a nova-velha moda do metal melódico (MEU DEUS, O QUE É ISSO?). Gravado abaixo de zero, as letras de Straight são pura "dor de corno" mas ninguém notou. A imprensa só falou da tendência hardcore do disco, como se isso fosse algo novo, esquecendo da variedade e riqueza de informações musicais de que Straight dispõe. Em Portugal, tocaram com o Cradle Of Filth.

Para promover o álbum, a Dorsal gravou, ao vivo, o Fúria Metal, da MTV.
Foi lançado Omnisciens, o tributo à Dorsal Atlântica com 13 (?) novas bandas de todo o país, sendo esse o primeiro tributo lançado com uma banda ainda em atividade. Fã-clubes pipocaram pelo país, filhos de fãs receberam o nome do tal Carlos e diversas pessoas redescobriram a banda. Somar o público do passado com os novos adeptos, fazendo com que a mensagem e a música, ainda, sejam relevantes, foi um dos 12 trabalhos de Hércules e a Dorsal conseguiu vencer mais esse obstáculo.

Uma campanha promovida pelas revistas Slammin’ e Metal Head para que a Dorsal tocasse no Monsters Of Rock de 97 conseguiu o incrível número de 35.000 assinaturas, sem o apoio da gravadora - que inclusive desestimulou, dizendo que isso não levaria a nada. Como a Dorsal não foi escalada e praga de Carlos tem poder, o festival de 1997 foi cancelado. O dado negativo do ano foi a participação da Dorsal no show da banda Madball, no Rio, com sintomática falta de organização por parte dos envolvidos. Mais uma crise na formação, motivada pela imaturidade dos membros quase pôs o navio a pique. O saco já estava ficando cheio.
No início de 98, o pós-moderno Alexandre Farias assumiu o comando das quatro cordas (na verdade, seis que atualmente são cinco) e a Dorsal partiu para a gravação de uma nova - e ainda inédita - demo para um novo álbum de estúdio. A banda foi convocada para integrar o cast do Monsters Of Rock, juntamente com Slayer e Megadeth, e no mesmo mês (setembro) o trio gravou em Fortaleza o seu primeiro "ao vivo". As idéias fervilhavam e foi ventilada a possibilidade de lançar-se uma biografia da banda, com a finalidade de contar o que é viver de música underground, suas mazelas e alegrias.

Em janeiro do último ano do século XX, a biografia Guerrilha! (a história da Dorsal paralelamente à história da própria cena metal) foi lançada, pela Beat Press, tornando-se fonte de inspiração para que outras pessoas, no meio, lançassem as suas. O CD "Terrorism Alive" (Ér Hab, para os mais íntimos) é editado pela nova gravadora Varda Recs, fundada por mim, após a última desculpa esfarrapada da antiga gravadora para não gravarem o novo disco de estúdio da Dorsal. Mesmo sem verba acreditamos e fizemos a nossa parte, produzindo e distribuindo, como reza a cartilha.

Após vinte anos de atividades, e devido principalmente ao desgaste do relacionamento entre os integrantes, decidi encerrar as atividades da banda. Alguns dizem que é uma fase, outros que nunca acreditarão no fim da Dorsal, mas junto com a banda foi-se uma época mais pura e apaixonada, em que a mídia e as gravadoras não tinham toda a influência que possuem hoje.

As razões são muitas, menos o desinteresse por parte do próprio público, que sempre foi e é extremamente fiel à postura e ao som agressivo e técnico da banda. Os convites para novas tours continuam chegando, mas o momento é de reflexão e não de mais trabalho no placo – o habitat natural de toda banda. Se a Dorsal abriu portas, nada mais justo que as fechasse também. Se algum dia eu recuperar o estímulo que se foi... De qualquer forma continuo escutando os antigos trabalhos do Raven, The Rods, Picture, Anvil enqüanto este momento não chega. De qualquer forma, obrigado pela atenção.
Vosso camarada, assina em paz

Por Carlos Lopes

Sarcófago - Ame ou odeie!!!


Quando se fala em Sarcófago se fala em pioneirismo, radicalismo e polêmica. Esta banda de Belo Horizonte se tornou uma das maiores influências do metal extremo mundial, sendo o seu primeiro disco, o INRI, declarado por muitas pessoas e bandas como um dos discos mais importantes do Death/Black Metal mundial, e realmente é! São mais de 15 anos de percurso, com inúmeras encrencas, com outras bandas, declarações super polêmicas à imprensa. Com 8 lançamentos e participações em coletâneas, e como não poderia deixar de ser, um tributo com a participação de banda nacionais e internacionais.E é justamente por isso que eu decidi fazer uma matéria completa sobre o Sarcófago. Eu acho que é super importante saber sobre esta banda para entender como funciona o cenário mundial de hoje.

Em 1985, época em que o cenário extremo de Belo Horizonte era o mais forte do pais, Wagner Anticrist era guitarrista e vocalista da banda Sepultura, que começava a dar os primeiros passos de uma longa jornada. Wagner permaneceu por um ano no Sepultura, deixando a banda por motivos de encrenca com os outros músicos antes que gravassem alguma coisa. Logo Após a sua saída, Wagner foi convidado por Gerald Incubus a se juntar a banda.

Sarcófago que já existia. A partir deste momento nasce a treta mais famosa entre duas bandas no cenário nacional (SEPULTURA X SARCÓFAGO).Começa um verdadeiro fogo cruzado que dividiu as opiniões do público Brasileiro na época, onde a cada entrevista das duas bandas o bicho pegava mais ainda, isso sem contar o que acontecia entre eles no underground de Belo Horizonte. Após a participação do Sarcófago na clássica coletânea Warfare Noise I da Cogumelo Records, com duas faixas, a banda começou a garantir o seu espaço em 1987 entrando em estúdio para a gravação do magnífico disco INRI que se tornaria uma peça fundamental ao desenvolvimento do estilo. Neste disco os músicos eram Antichrist - vocal, Incubus - baixo, Butcher - guitarr e D.D. Crazy - bateria.

Nesta época a banda usava maquiagens pesadas, braceletes cheios de pregos, muitas correntes e os maneiríssimos cinturões de balas de fuzil. Pra se ter uma idéia, em 1986 o Bathory e o Possessed estavam ainda no segundo disco, o Mayhem lançava sua primeira Demo-tape, o Death ainda não havia conseguido lançar o seu primeiro disco e muitas bandas de black e death metal ainda não haviam nem se formado.Toda essa musicalidade e visual ainda era novidade, sendo até criticada constantemente. Do disco INRI, vieram clássicos como a manjadíssima Nightmare, Christ Death, Satanas e a abertura Satanic Lust.

Em 1989 o Sarcófago lança o disco Rotting e se apresenta como um trio, saindo o baterista D.D.Crazy (que apareceria como baterista da banda Sex Trash) e o guitarrista Butcher, entrando na batera M. Joker. Nestas alturas os discos do Sarcófago já estavam sendo distribuídos no exterior, sendo a capa do Rotting censurada nos EUA, sendo substituída por dizeres que informavam que o Sarcófago era uma banda formada por ex-integrante do Sepultura, matando Wagner de raiva, levando-o a processar a distribuidora por ter colocado isso sem informar a banda.O disco Rotting traz clássicos como a faixa título,Sex, Drinks and Metal, uma nova gravação para a música Nightmare entre outras e também uma mensagem no encarte que detona todos aqueles que apostaram contra o desenvolvimeto da banda.

Após 2 anos, o Sarcófago vem com o disco que é a obra prima da banda, o magnífico The Laws Of Scourge. Voltando a ser um quarteto, a banda trazia além da dupla polêmica, o baterista Lucio Olliver e o guitarrista Fabio Jhasko . A sonoridade da banda se apresenta muito mais madura e técnica. Assim abre-se caminho à uma modalidade de Death Metal mais trampada, o Sarcófago acaba inovando mais uma vez o estilo. Houve quem metesse o pau na banda após o lançamento deste disco, dizendo que eles farofaram e se tornaram posers, devido as fotos colocadas no disco.The Laws of Scorge proporcionou a primeira turnê Européia da banda, sendo muito bem sucedida e fazendo com que a banda se tornasse mais ainda uma banda de grande importância no Underground mundial. Este disco também proporcionou o primeiro Videoclip da banda para a música Screeches From The Silence. Na minha opinião, este disco apresenta as melhores músicas do Sarcófago, muito bem trampadas, pesadas e ainda polêmicas, a letra da música The Black Vomits foi até censurada no encarte. Destacam- se também as músicas Midnight Queen, Piercings, Prelude To a Suicide e Secrets of Window.Simplesmente este disco é matador e se torna um dos discos mais importantes do estilo, mas há quem discorde. Em seqüência a esta etapa, no ano de 1992, vem o EP Crush, Kill, Destroy que continua a ser também criticado por alguns radicais e antipatizantes da banda. Este disco traz apenas duas faixas inédita: a faixa título e Little Julie, somadas a duas faixas do disco The Laws of Scourge. De um modo geral o disco é muito bom e continua sendo técnico.


Nesta época acontece um dos fatos mais polêmicos da carreira da banda, que é a treta com o pessoal dos Ratos de Porão, colocando o nome do Sarcófago novamente em evidência. Certa vez o Ratos de Porão arranjou um show em Belo Horizonte, enquanto eles tocavam uma certa turminha começou a cuspir nos caras, o João Gordo ficou puto da vida. Segundo os caras do Sepultura, foram o pessoal do Sarcófago os autores desta piada. Dai em diante se firmou a treta entre as bandas.

Posteriormente chegou a vez do Sarcófago tocar em São Paulo. Durante a tour do D.R.I, o Sarcófago foi selecionado pela produção para abrir o seu show em São Paulo no lugar dos Ratos. Ai o pau quebrou!!! O pessoal do Ratos de Porão entrou no camarim do Sarcófago armados com correntes e desceram o cacete, até os caras do D.R.I entraram na briga, sendo que um deles saiu de braço quebrado. Para se ter uma idéia da tamanha polêmica da banda, as pessoas que não gostavam deles e os achavam pôsers, diziam que eles eram um bando de mauricinhos que se vestiam de garotos maus, chegando a usar perucas nos shows pois seus cabelos já estavam curtos.

Dois anos depois o Sarcófago volta a dar polêmica no underground, desta vez como um dupla. Só permaneceram na banda os famosíssimos Wagner e Gerald, com os cabelos cortados e ainda sem medo de dizer o que pensavam. Sobre os cabelos eles diziam que qualquer playboyzinho curtidor de Pearl Jam deixavam crescer, portanto não tinha mais graça, mas mesmo assim a banda se apresentava com um visual agressivo. Só que a principal polêmica era o estilo do som, o Sarcófago mais uma vez inovava e dividia opiniões da crítica especializada e principalmente dos fãs.

O álbum da vez era o Hate, lançado em 1994. O objetivo musical da banda se apresentava o mais agressivo possível, sendo que desta vez eles realmente exageraram. Segundo Wagner, eles queriam alcançar uma velocidade tão extrema que nenhum baterista do mundo poderia tocar tão rápido, dai a necessidade de usar uma bateria eletrônica. De fato era verdade, o som ficou velocíssimo, mas conseqüentemente perdeu toda a técnica que a banda alcançou nos discos anteriores. Apesar de pouco divulgado e da críticas negativas, este disco se tornou mais um marco na carreira do Sarcófago.

 Em 1995, é lançado uma coletânea em comemoração aos dez anos da banda. As faixas foram escolhidas pela dupla e conta com os maiores clássicos da carreira do Sarcófago, contendo músicas de todas as fases até então. Em 1996 o Sarcófago vem com o disco The Worst, que conta também com uma bateria eletrônica, mas não tão veloz como a do disco anterior. Aparece um pouco mais de técnica e as letras continuam podres como sempre. Este disco passou um pouco despercebido pelo underground, não realçando mais o nome da banda. Este também não teve muita divulgação e eles também não fizeram shows para promovê-lo. Desta vez o Sarcófago abandona de vez o visual e se recusa a aparecer na mídia, agora eles definitivamente não se preocupam em viver financeiramente da banda, como eu acho que sempre foi.

Em 1999 o Sarcófago lança o disco Crust, que é tosqueira pura, onde a banda retorna a velocidade exagerada na bateria eletrônica. No disco há a uma faixa que chama atenção na letra: F.O.M.B.M. (Fuck Off The Melodic Black Metal),que mete o pau nas novas tendências do black metal. Este disco tem apenas quatro faixas e serve como um breve petisco para os fãs enquanto aguardam um novo lançamento.


Em 2002 sai o merecido tributo ao Sarcófago, com bandas nacionais e internacionais tocando. São elas: Angel Corpse, Posthumous, Impurity, Calvary Death, Drowned, Satyricon, Descerebration, Lustful, Impaled Nazarene, Lethal Curse, Black Witchery, Mysteriis, Under Threat, Patologic Noise, Mystifier, Conqueror, Exumed e Sextrash. Simplemente matador e merecido. Durante toda a sua trajetória o Sarcófago foi muito polêmico, arrancando elogios e críticas negativas por parte do público, dividindo literalmente as opiniões a seu respeito. Com o Sarcófago não tem meio termo, ou você ama ou você odeia. Pelo menos uma coisa ninguém pode negar, eles sempre foram originais e nunca seguiram em hipótese alguma as modas que pintaram por aí durante todos estes anos, o Sarcófago sempre foi um som extremo buscando ser o mais podre possível e sempre conseguiram. O Sarcófago é uma banda para se tirar o chapéu, pois eles inovaram um estilo e se tornaram influencia para toda uma geração do som pesado mundial. Diversas banda internacionais que já passaram por Belo Horizonte declararam à imprensa o sentimento de honra por tocarem na terra do Sarcófago, e isso nos enche de orgulho. Fale quem quiser, mas o Sarcófago é o Sarcófago e pronto!!!!!!


Corpse Grinder - Biografia


CORPSE GRINDER é uma banda de Death Metal, que iniciou suas atividades no final de 1987, vindo a estabilizar sua formação à partir de Abril de 1990 com: Junior (guitarra/vocal), Rômulo (bateria) e Flávio (baixo) e assim gravou as demos: "Necropsy" (1990), "Peace?" (1991), "Sick Entrails of Humanity" (1992), "Corpse Grinder" (1994) e o 3 way CD "Death or Glory vol.II" (1996), no qual a banda participou com 4 músicas.Após as gravações do CD "Death or Glory vol.II" a Corpse Grinder se torna um quarteto, com a entrada do guitarrista solo Humberto e em Janeiro de 1998, a banda grava sua quinta demo tape intitulada "Necrorealism".Em Março de 1998, o baterista Rômulo deixa a banda sendo substituído por Evandro, assim em Janeiro de 1998, a banda grava sua sexta demo tape, desta vez ao vivo intitulada "Live Tape 99".Em Maio de 1999, o baterista Rômulo retorna a banda, e em Junho de 2000 a Corpse Grinder entra em estúdio para gravar o debut álbum "Persistence", lançado em Janeiro de 2001.Depois do lançamento do 1° CD "Persistence", a banda participou dos cds coletâneas "Brazilian Mayhemic Legions" (2002), "Unidos pela Causa Underground" (2002), "Noise for Deaf vol.5" (2002) e "Metal Knights" (2003).Ainda em 2003 o Corpse Grinder grava seu segundo álbum "Celebration of Hate", com uma produção superior aos trabalhos anteriores onde a banda vem novamente com a mesma garra de sempre, mostrar o seu Old Death Metal, com muito peso, agressividade sem aderir a modas, que surgem periodicamente no underground.Durante as datas de divulgação de “Celebration of Hate”, a banda gravou o show que fez em Outubro de 2003, mais tarde essa gravação se tornaria o CD-r “Underground Celebration Live 2003”, que foi distribuído gratuitamente na edição de N° 16 do magazine Metal Blood.Em Julho de 2005, a banda resolveu dar uma reduzida nas atividades (ensaios e shows). Em Março de 2006, o guitarrista Humberto deixa a banda e em seu lugar é recrutado Hélio.atualmente a banda gravou seu 3° album "Hail to Death Metal Legion", lançado em julho de 2007.Passado-se 20 anos desde seua formação a banda registra seu mais novo material o DVD/DC 20 YEARS GRINDING CORPSES um lançamento que certamente se torna não só um marco para a historia da banda como para a cena death metal nacional, logo após este lançamento o baterista Rómulo Jr sai da banda e em seu lugar é recrutado Kleber. e assim o "Triturador de Cadaver segue sua saga em honra ao verdadeiro METAL DA MORTE.

Fonte:


No endereço acima, você conferir notícias e contactar a banda.

Confira também músicas e vídeos da banda no myspace:

Mustang-Biografia

Em outubro de 2001 a banda assinou com a gravadora independente Old School Nice Lesson para a gravação oficial do “Rock ‘n’ Roll Junkfood”, o seu primeiro trabalho, após uma demo-tape lançada em 2000. A decisão da banda de se vestir apenas de vermelho nasceu juntamente com esse primeiro disco e é tanto uma homenagem à fase “comunista” da banda americana The New York Dolls (que se vestia assim) como à força que o vermelho sangue representa.
“Rock ‘n’ Roll Junkfood” foi lançado no primeiro semestre de 2002, juntamente com uma versão em vinil picture disc (em inglês) e uma versão em LP vermelho (em português). Em seguida, o trio foi convidado para tocar no 8º Goiânia Noise Festival, onde gravou dois clipes ao vivo e para a abertura da banda sueca Backyard Babies em São Paulo. Por sinal, esse último show gerou uma das letras mais sarcásticas da banda: “Cheiro de Mijo Guardado” que apenas seria registrada no segundo CD da banda.
Oxymoro: “Pode-se perceber nitidamente que é um CD cheio de visceralidade e paixão” (Site Poppycorn)
Em 2004, a Monstro Discos de Goiânia assinou com a banda lançando o CD “Oxymoro”, que recebeu críticas entusiasmadas da imprensa especializada. Oxímoro é uma frase de duplo sentido, que se contradiz, como por exemplo: “inteligência da polícia”. Esse é o conceito do disco: falar sobre contradições. Das letras ainda mais irônicas, destacam-se a popular “Rosana Está?” escrita para um ex-Paquito da Xuxa que se tornou transformista; as sensuais “Ela Lê a Bíblia”, “Amor Pansexual” e “Contato”; a feroz “Muito Além” e a homenagem ao seriado de TV “Gilmore Girls”. A contracapa traz a imagem de um Che Guevara sorrindo com os lábios pintados com batom rosa. Sacrilégio?
Entre os CDs “Rock ´n Roll Junkfood” e “Oxymoro” não há exatamente lacunas, mas sim texturas diferenciadas. Um trabalho completa o outro, mas não o cancela ou anula. É um constante aprender e evoluir.
Para fechar 2004 tocaram no 10º Goiânia Noise Festival onde iriam abrir o show da célebre banda americana MC5, mas definido o fato que os gringos não viriam, o grupo carioca não perdeu a chance de homenagear seus ídolos tocando uma versão matadora para “Kick Out The Jams”, o emblema musical do MC5 escrito no revolucionário ano de 1968. Esse momento ficou registrado no livro “10 Anos de Goiânia Noise Festival – Em terra de cowboy quem toca guitarra é doido” do jornalista Pablo Kossa.
Tá Tudo Mudando: “Uma forma de arte celerada, desavergonhadamente escrachada, que o Mustang leva na marra, a partir de uma bem humorada mescla de citações” (Arthur G. Couto Duarte – Estado de Minas)
O Mustang deu a partida em 2006 lançando o CD “Tá Tudo Mudando… Mas Nem Sempre Pra Melhor” e o clipe de “Sexo Virtual”, faixa inspirada nas histórias contadas por amigos que flertavam na internet. A capa é uma homenagem à cultura rock e ao clássico álbum “Let It Bleed” dos Rolling Stones.
As fotos do encarte e contra-capa foram feitas em um misto de sebo de LPs, antiquário e bar na Paulicéia. Na entrada do bar (ainda) há um Elvis de cartolina, em tamanho natural, com uma flor (de verdade) no bolso e luzinhas Made in China em torno da figura que fazem, inconscientemente, uma estranha analogia entre o rei do rock e sua pretensa divindade.
O título do álbum surgiu de um pensamento, tornado palavra, em face à uma alteração urbanística no bairro do vocalista/guitarrista. A reflexão que nada teve de saudosista, foi a conclusão de que muitas mudanças “para melhor” realmente nada significam e isso tanto diz respeito às nossas vidas como à própria cena musical, moldada na necessidade de construção e destruição de ídolos. “Tá Tudo Mudando…” carrega em seu bojo faixas exóticas como “Véu e Grinalda” (quero casar com você de véu e grinalda) e “Cueca e Meia” (me dá um beijo, me dá um abraço, mas não me dá mais cueca e meia); assim como a indignada “Geração Perdida”; “Janis Joplin” (sobre a passagem meteórica dela pelo Rio de Janeiro), “5 Contra 1” (sobre solidão sexual); “Febem” (um rockão); “Rock And Roll City” (homenagem ao concretismo de São Paulo) e “Despertar” (sobre um desencarnado que não quer acreditar que morreu).
O quarto trabalho de estúdio do trio Mustang se chama “Santa Fé” exatamente porque fé é o que não falta ao grupo. Fé em seu trabalho e em sua capacidade de entreter 15 mil pessoas (na Virada Cultural em São Paulo em 2009 abrindo os Titãs) durante uma hora com seu rock and roll vigoroso, dançante e pensante. E o grupo tem orgulho de dizer que não toca apenas rock, mas sim MPR, “música popular roqueira”, o resultado de anos de experimentação e confiança.
“Santa Fé” foi lançado encartado na revista O Martelo (
http://www.omartelo.com) no início de 2009. As 12 faixas do CD trafegam sem problemas entre a psicodelia pura de “Doktor Alzheimer”; o pop psicodélico de “Guarda-Chuva” e “Sai dessa Cruz”; o soul de “Peso Morto” e “Eu Não Faço”, assim como nas baladas rock “Lugar Distante”, “Amor” e “Pouca Chance” e em temas de puro rock com frases matadoras de guitarra como em “Esperança” e “10 Horas da Manhã”. As letras falam de amor, desilusão, morte, vida e esperança através de uma roupagem de ópera rock não assumida. Mustang pode ser muitas coisas, inclusive uma banda de rock com um nome associado à máquinas velozes, cavalos selvagens e mulheres fáceis, mas o Mustang não é “apenas rock and roll e eu gosto”. É rock sim, mas também é soul, punk, country, psicodélico, mod, folk, tropicalista, lindo, leve e solto. Melhor dizer: MPR. O Mustang pode ser da largura do mundo, na exata dimensão do seu ouvido e corajoso o suficiente para assumir a sua “Santa Fé”.
O novo e quinto trabalho da banda carioca Mustang é um disco duplo que se chama Mustang V. Como este é o quinto disco de carreira, e o quinto algarismo romano lembra um V, o símbolo da paz (simbolizado pelos dedos indicador e médio levantados), a arte do CD faz diversas associações com o número cinco, inclusive com a capa de um famoso disco de rock.
O novo trabalho começou a ser gravado no Rio de Janeiro na semana do natal em dezembro de 2009. V é um disco através do qual a banda expande sua musicalidade para além dos trabalhos anteriores. O repertório do álbum, composto em menos de um mês, mescla country, baladas, soul, rock e MPR (música popular roqueira) com composições que expandem ao máximo o conceito de música livre da banda. O funk e o soul, que se balançavam nos CDs anteriores, agora se expandem com uma nova batida calcada nos ritmos de umbanda e candomblé. Baião e marchinha de carnaval fazem parte do novo repertório, que liberta a banda de vez da possibilidade do Mustang ser visto, apenas, como parte de grupos que idolatram o que vem do exterior sem olhar para o Brasil. Beatles são uma influência constante, mas dessa vez o tropicalismo e os primeiros discos de Caetano Veloso e Gilberto Gil são influências reconhecíveis, assim como os Afro-Sambas de Baden Powell. E todas essas delícias musicais estão muito bem mescladas com o pulsante rock do Mustang.
Em 2010, o trio carioca comemora sua primeira década de vida e V mostra que a banda se desenvolve cada vez mais com uma corajosa e necessária desenvoltura.

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Apokalyptic Raids-Biografia




Após muitos anos procurando pelos músicos certos, o guitarrista e vocalista LEON MANSSUR “NECROMANIAC” funda a banda em 1998. Ela reflete sua experiência de 25 anos na cena, incluindo o repertório próprio acumulado entre 1985 e 1998, que a partir de então vem tendo registro.


A primeira gravação foi uma demo-ensaio independente em 1999. Faixas dela apareceram em algumas coletâneas (Planet Metal, In Search of Weird Truth e Thrashing Rage, todas esgotadas) e no hoje raro compacto em vinil Maximum Metal Mayhem, pela gravadora Iron Bonehead, da Alemanha, em 2001.
O primeiro álbum "ONLY DEATH IS REAL..." foi gravado em 2000 e lançado em CD pela Demise e em LP pela Dies Irae em 2002. Esgotado, foi re-prensado pela Unsilent Records em 2007 com bonus tracks da demo de 1999. Ao todo, foram 3.000 cópias vendidas, e em breve será reprensado em LP pela gravadora americana Hell's Headbangers. No lançamento, em 2000, a banda abriu o primeiro show do Krisiun no Rio de Janeiro, para um público de aproximadamente 1.000 pessoas.
Em 2001, o jovem baterista do FARSCAPE, PEDRO ROCHA "SKULLKRUSHER", juntou-se à banda, e assim fizeram shows nos 4 estados do sudeste, ao lado de FARSCAPE e DOMINUS PRAELLI, além de abrir para o guitarrista alemão FRANK BLACKFIRE (SODOM, KREATOR) , com um público médio de 500 pessoas.
Entre 2002 e 2003, a banda se profissionalizou, e produziu com recursos próprios o segundo álbum "THE RETURN OF THE SATANIC RITES", lançado em CD e LP em 2003 pela Dark Sun, e em cassete pela gravadora Time Before Time da Polônia. Esgotado, foi re-prensado em CD pela Unsilent Recordes em 2008. Assim como seu antecessor, o álbum vendeu 3.000 cópias e será reprensado em LP pela gravadora americana Hell's Headbangers.
Seguiram-se mais shows. Produziram o show da volta de VULCANO e CHAKALno Rio, para um público de quase 1.000 pessoas, e tocaram em mais de 10 eventos, com média de púiblico entre 500 e 1.500 pessoas, dos quais os mais relevantes foram ao lado de HEADHUNTER D.C., MAUSOLEUM, FARSCAPE, FLAGELADÖR. A banda passou o ano de 2004 preparando o repertório do terceiro álbum, mas no fim do ano o primeiro baixista A. AGUINAGA "SUB UMBRA" é substituído por VINÍCIUS CANABARRO "HELLPREACHER". Voltam a São Paulo e tocam novamente com VULCANO.
Em 2005 produziram e lançaram "THE THIRD STORM - WORLD WAR III" em CD e LP pela Dark Sun.
Em 2006, organizaram e tocaram no SLAUGHTER FESTIVAL 2, no Rio de Janeiro, que teve a participação de 10 das mais releventes bandas do estilo, incluido COMANDO NUCLEAR, SODOMIZER, BLASTHRASH, WARDEATH e OVERLORD (Paraguai). Tocaram com o MYSTIFIER no Rio,além de mais de 10 outros shows já como atração principal em SP, RJ, ES, MG e DF, para platéias variando de 500 a 2.000 pessoas.
Em 2007, abriram novamente para o KRISIUN, dessa vez ao lado do TORTURE SQUAD. No meio do ano, SKULLKRUSHER é substituído por MÁRCIO CATIVEIRO 'SLAUGHTERER', cumprindo a agenda de shows com OCULTAN, COMANDO NUCLEAR e AGATHOCLES.
No início de 2008, coroando 10 anos de atividades, aconteceu a primeira tour brasileira, e foi em conjunto com o FARSCAPE. Foram 14 shows pelas 5 regiões do Brasil em 50 dias; nesta tour VICTOR VASCONCELLOS 'WHIPSTRIKER' do FARSCAPEtocou o baixo e HUGO GOLON do SIDE EFFECTSa bateria - ambos fizeram o mesmo papel nasapresentações brasileiras e no DVD do TOXIC HOLOCAUST. Em 2008, depois da tour, a agenda de shows passou a ser mais intensa. NECROMANIAC, HELLPREACHER e SLAUGHTERER tocaram para 1.000 pagantes na seletiva do WACKEN no Rio, além de Cuiabá-MT (por 3 horas!), do Roça’n’Roll em Varginha-MG, e abriram para o POSSESSED em SP. Estes 2 últimos eventos contaram com mais de 3.000 pessoas.
Em 2009, paralelamente a mais shows em RJ (com FARSCAPE e MATANZA) e SP (interior e capital), produziram o quarto álbum, entitulado "VOL. 4 - PHONOCOPIA" , assim como uma série de splits com bandas internacionais, enquanto buscam parcerias e planejam a próxima tour, que poderá incluir alguns países sul-smericanos...

Formação atual:

Leon Manssur ‘Necromaniac’– 666-string aggressor & revelations of doom Vinícius Canabarro ‘HellPreacher’ – Ultra heavy bass overdose Márcio Cativeiro ‘Slaughterer’ – Infernal pounding on wooden coffins

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Genocídio-Biografia


Inovação, liberdade e pioneirismo são algumas palavras que descrevem bem a carreira dessa respeitada banda formada no fim dos anos 80 por W. Perna (Guitarra) e Marcão (Baixo e Vocal). Completando a banda com a entrada de Zé Galinha (bateria), a banda consegue shows dentro e fora de São Paulo e assina com o selo Ultra Violence para gravar seu primeiro EP intitulado apenas GENOCIDIO. Meses antes da gravação Zé Galinha deixa a banda e é substituído pelo baterista Juma. Ainda no final dos anos 80, a banda consegue grande notoriedade e assina com a gravadora Hellion Records um contrato para gravar 2 discos. Eis que lançam o clássico DEPRESSION. Death Metal na essência com uma sonoridade própria e letras que tratavam do lado humano de sentimentos comuns a todas as pessoas, desse mesmo disco sai o clipe da música título. Veiculado com freqüência na MTV, a banda atinge cada vez mais o público e consegue um feito que perdura até os dias de hoje: agradar fãs de hardcore, black metal, góticos, fãs de thrash metal e punks.
Percebia-se que o GENOCIDIO era muito mais que uma banda de metal. Era uma banda com o leque aberto, que atingia em cheio quem soubesse entender sua mensagem, e em 1991 a Hellion relança em edição limitada o primeiro EP da banda em versão Picture Disc, fato inédito no Brasil até então. Em 1992, a banda tem mais um integrante como segundo guitarrista, Murillo (Ex-Apoleon). Após vários shows pelo país a banda viaja para Belo Horizonte no ínicio de 93 para gravar seu próximo registro: HOCTAEDROM.
Esse foi o ápice da carreira promissora da banda até então, com ótima repercussão dentro e fora do País com direito a ter uma das músicas na programação normal da rádio 89 FM, além do clip da música “Uproar”. HOCTAEDROM é lançado na Europa pelo selo Moltem Metal em versão CD com 2 bônus, o cover do Venom "Countess Bathory" e uma nova versão da música “The Grave”, do EP de estréia. Logo, a banda é convidada para uma turnê na Europa, que acaba não acontecendo por problemas entre a Hellion Records, a Moltem Metal e a Banda. Mesmo assim, o GENOCIDIO não para de conquistar espaço na cena mundial.
Alguns problemas levam a banda a fazer algumas mudanças e o baixista Marcão deixa a banda, sendo substituído por Daniel no final de 94. Murillo assume de vez os vocais e em 1996 a banda lança pela gravadora Velas, POSTHUMOUS, considerado por muitos um divisor de águas na música pesada daquela época. Com uma sonoridade mais densa e pesada, a banda inova mais uma vez com a faixa “Goodbye Kisses”. Uma faixa acústica onde W. Perna e Murillo tocam violão e contam com a participação do violinista Flávio Venturini e da cantora lírica Irene Sailte. A banda faz apenas dois shows e a turnê é interrompida por uma briga interna que dissolve a banda.
Após alguns meses, W. Perna resolve reativar a banda e chama Marcão para assumir os vocais novamente, Gustavo para a segunda guitarra e Marcelo para a bateria. A banda cumpre os shows da turnê do POSTHUMOUS, e com esta formação a banda lança ONE OF THEM... em 1999, que em suas composições mescla Doom com riffs hardcore. Mais uma vez novas mudanças atingem a banda e agora como um trio (com Alex na bateria) em 2001 eles gravam REBELLION, que traz de volta a velocidade e a agressividade musical dos primeiros trabalhos da banda.
Agora, o ano é 2006 e, como não podia deixar de ser, a banda surpreende novamente.
O GENOCIDIO está de volta! Mais maduro, mais clássico e mais inovador do que nunca. A nova formação conta com W. Perna, agora no baixo, e traz de volta Murillo L. nos vocais e guitarra e ainda conta com Dennis D. (ex-Are You God? e Death Tribute) e Fábio M. na bateria (ex-Pigmachine e Mastiff). Uma nova fase onde só há espaço para o que realmente define o GENOCIDIO: audácia musical e a mesma vibração e competência que fez dessa banda uma das maiores e mais respeitadas do estilo na história do metal nacional e mundial.

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