Overload Beer Fest 2026

 


Data: 21/02/2026

Local: Carioca Club, Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros, São Paulo - SP

Bandas: Obituary (EUA), Vulcano, Surra, D.E.R., CEMITÉRIO 

Ingressos:

Presencial: Carioca Club / Online: https://www.clubedoingresso.com/evento/overload-beerfest2026 

Underground Noise Fest

 

Bandas: Cólera, Facada, Pesta, Diagnose, Dirty Grave, Fossilization, Krushhammer, Lasso, Murderess, Neptunn, Plastique Noir, Tantum, The Harpia, Trovão, Venomous Breath

Data: 16/05/2026 e 17/05/2026
Local: Centro Cultural Nhô-Quim Drummond (Casarão) - Praça Tiradentes, n° 257, Centro, Sete Lagoas - MG
Horário: 12:00 às 22:00
Ingresso: 1 Kg de alimento (válido para os dois dias)

SP FROM HELL festival

 


Bandas: Artillery, Master, Anthares, Vulture e Sadistic Messiah

Local e data: Dia 30/04/2026 quinta feira ( véspera de feriado) porta 19:30- Encerramento previsto para 02:30-03:00, Burning House- Av. Santa Marina, 247 Agua Branca- São Paulo- SP 

Ingressos pelo site da Clube do Ingresso: 

https://www.clubedoingresso.com/evento/spfromhell

Ingressos físicos sem taxa de conveniência:

Loja 255- Galeria do Rock- Somente pagamento via Pix
Carioca Club- Pinheiros- Pagamento via Pix ou dinheiro 


 

ROTTING CHRIST - 35 Years of Evil Existence - Live in Lycabettus


Por Écio Souza Diniz

Este é um registro ao vivo histórico da trajetória do Rotting Christ. Mas, o que torna este CD/DVD especial? Primeiramente, o show foi gravado no Teatro Lycabettus (Lycabettus Hill Open Air Theatre), erguido no lendário Monte Lycabettus em Atenas, um local antiquíssimo ligado a mitos fundadores da capital grega e à paisagem contemplada desde a antiguidade por seus filósofos e cidadãos. Portanto, o Rotting Christ celebrar seus 35 anos de carreira naquele palco frente a milhares de pessoas não foi uma apresentação qualquer, mas sim uma honra simbólica. Segundo, o desempenho dos músicos mostra uma banda confiante, intensa e consciente do próprio legado, soando menos como um simples aniversário e mais como um ritual pesado diante de um público totalmente entregue. No quesito técnico, a gravação impressiona pela força do som encorpado, agressivo e claro o suficiente para valorizar riffs, linhas de baixo e coros sem matar a crueza, algo que muitos críticos e fãs já vinham pedindo depois de outros registros ao vivo mais irregulares.

O filme que inspirou o nome da banda Black Sabbath

 
 
Você sabia que o nome da banda Black Sabbath não começou diretamente pela música?
 
A inspiração que levou os pais do Heavy metal a mudar o nome da banda de Earth para Black Sabbath veio de um filme de terror cult italiano de mesmo nome, dirigido por Mario Brava. 
 
A exibição desse filme na cidade natal da banda, Birmingham (Inglaterra) os ajudou a perceber que as pessoas pagavam para sentir medo, algo passível de ser transcrito também na música que viriam a consagrar.

No vídeo em nosso canal, você pode ver uma análise comentada completa sobre esse filme que inspirou os criados desse estilo que tanto amamos. 
 

 

Agora é Lei: 1º de novembro é dia do Heavy metal em Minas Gerais

 

O público mineiro fã de heavy metal e suas vertentes tem motivos suficientes para celebrar o final de 2025. 

Proposto pelo deputado estadual Professor Cleiton Oliveira, o Projeto de Lei (PL) Nº 3.388/2025 foi aprovado no dia 10 de dezembro de 2025, instituindo o Dia do Heavy Metal em Minas Gerais (com foco principal em Belo Horizonte) no dia 1º de novembro, celebrando o gênero musical e reconhecendo o Estado como berço do metal brasileiro. Isso valoriza a história de bandas que ajudaram a criar a cena mineira e difundir Minas Gerais e BH mundo afora como o Sepultura, Sarcófago, Chakal, Mutilator, e também bandas influentes fora da capital como o Tuatha de Dannan. A data de 1º de novembro também celebra lançamentos importantes como o
Schizophrenia do Sepultura em 1987.

Mais informações: clique aqui

Pub Utopia: tradição e resistência metal na Espanha

 

Por Écio Souza Diniz

O pub Utopia surgiu em 1981, quando o heavy metal ainda engatinhava na Espanha pós-ditadura, e é reconhecido como um dos pubs pioneiros dedicados ao metal no país, além de ser o primeiro da chamada zona heavy na cidade de Zaragoza, capital do Estado de Aragão e quarta maior cidade espanhola. Desde o começo, virou ponto fixo da cena underground: pequeno, intenso e sem frescura, desses lugares onde o metal acontece de verdade. Ao longo das décadas, o Utopía se consolidou como parada obrigatória em turnês underground, recebendo um grande número de bandas de peso nacional e internacional, tendo recebido bandas como Angelus Apatrida, Artillery, Evil Invaders, Gutalax, Master, Omen, Onslaught, entre outras. Além disso, o espaço do pub também recebeu bandas brasileiras como Krisiun, Mystifier, The Troops of Doom, Noturnall, Headhunter DC e Nervochaos. Portanto, mais que um pub, o Utopía sempre foi ponto de encontro, resistência cultural e base da cena, atravessando gerações sem perder a essência. O Pólvora Zine bateu um papo com Iván Blasco Gracia, que comanda as atividades do pub. 

P.Z: Conta pra gente um pouco sobre como surgiu o bar Utopia.
Ivan: O bar começou em 1981 porque essa região ficava perto da base militar dos EUA, então acabou sendo uma das portas de entrada do metal em Zaragoza. Por causa dos anos de ditadura rolava muita censura contra esse tipo de som, mas mesmo assim, naquela época, teve um boom enorme tanto de bandas quanto de bares voltados pra cena. 

CANCER e PESTILENCE: Barcelona (Espanha) - 06/12/2025

 Texto: Écio Souza Diniz

Fotos e vídeos: Écio Souza Diniz e Carlos Franco

 

A noite do dia 6 de dezembro começou relativamente fria na área central de Barcelona. Mas isso não era um problema, pois o death metal oldschool dos britânicos do Cancer e dos holandeses do Pestilence vinha para esquentar os motores do público presente. Como o descrevo a seguir, combustível não faltou para deixar o corpo com a ignição ligada.

 O evento ocorreu no espaço da Sala Wolf no coração do bairro industrial de Poblenou, próximo à área central de Barcelona. A Wolf, inaugurada em 2018, tem se firmado como peça estratégica da música ao vivo na cidade, acolhendo desde bandas underground até turnês internacionais fora do circuito comercial. Com uma boa infraestrutura, foco em som bem tratado, palco próximo do público e agenda constante, o espaço ajuda a sustentar uma cena ativa de estilos alternativos.

 Por volta das 20:50 horas do horario local, o death metal cru do Cancer dava início à pancadaria. Formado em 1987, em Ironbridge (Inglaterra), o Cancer teve papel fundamental na consolidação do death metal no Reino Unido, especialmente com o álbum To the Gory End (1990). Ao combinar a brutalidade do death metal com a precisão do thrash, o grupo ajudou a dar identidade própria à cena extrema britânica e abriu caminho para outras bandas do gênero. Atualmente, a banda está estabelecida na capital española, Madrid, e é composta pelo fundador John Walker (guitarra e vocal) e único membro da formação clássica original, acompanhado pelos músicos espanhóis Daniel Maganto (baixo), Gabriel Valcázar (batería) e Alberto García (Sacthu, guitarra) ao vivo em substituição temporária ao guitarrista Robert Navajas. 

UGANGA - Ganeshu

 


Por Écio Souza Diniz

O Uganga é daquelas bandas inquietas para a qual o conformismo artístico não é uma opção, sobretudo, para o vocalista e fundador Manu "Joker" Henriques.  Isso é um dos fatores que torna essa uma das bandas brasileiras mais criativas da atualidade, evoluindo a cada trabalho. Inclusive, no presente álbum se nota claramente uma evolução sonora em relação ao EP “Libre” (2022). Parte significativa dessa evolução observada em "Ganeshu" também é atribuída a um novo ciclo artístico e uma reafirmação da força da banda após três décadas de carreira. Mudanças profundas ocorreram nos anos recentes (ex: a saída do baterista Marcos Henriques após 21 anos na banda), levando a reformulação total que resultou na permanência somente de Manu. Quando se escuta Ganeshu do início ao fim se percebe que as músicas fluem e tudo se encaixa, tornando-o assim, uma catarse e prova de resiliência perante a mudanças profundas. A sonoridade forte, firme e consistente do álbum resume tudo isso. O início com "A Profecia" chega como uma pancada certeira numa pegada mais HC com o peso do thrash. De cara já é uma das melhores do álbum. No rastro vem "Confesso" com uma bateria potente e quebradas de tempo bem colocadas. "Tem Fogo" é daquelas que instiga quando ouve e facilmente crava na cabeça. O convite ao mosh e bate-cabeça com "Exu não passa pano". Embora haja destaques como esses citados, Ganeshu é bom de se escutar no "flow" do início ao fim. Já dizia Bruce Lee: "seja como a água, sem forma e moldável a qualquer circunstância". Assim caminha o Uganga.

Visitando lojas de discos na República Tcheca

 


Por Écio Souza Diniz

 Durante meu período residindo na República Tcheca aproveitei um pouco do tempo para gravar alguns vídeos mostrando lojas populares de discos nas duas principais cidades do país, Praga e Brno. Decidi recentemente deixar esses vídeos verem a luz do dia e compartilhar com as pessoas um pouco do que vi por lá.

É interessante mencionar que as gravações que integram este vídeo foram feitas no segundo semestre de 2022 e de lá para cá os preços nessas lojas permanecem com baixíssima alteração em relação àquele período, assim como o câmbio do real brasileiro para coroa tcheca que se alterou em média 0,35 centavos em reais. 

Isso talvez seja um dos exemplos de como países da antiga Europa oriental ou soviética, apesar de na média terem economia menos rica que o oeste, ainda conseguem ter uma estabilidade, o que também pode ter influencia do fato de ainda não haverem adotado o euro e talvez deixar suas economia mais estável. Talvez isso também explique como os melhores festivais de metal extremo do continente, Obescene Extreme e Brutal Assault são na República Tcheca  e possuem preços significativamente mais acessíveis que muitos países do oeste. 

Que bom que o acesso a cultura do metal na Tchéquia é acessível. De fato, meu período vivendo nesse país foi muito bem aproveitado nesse sentido. 😊

Logo abaixo deixo os nomes das lojas e links sobre elas:

 

Confira o vídeo completo:  https://youtu.be/p9_6vWC1acU

CONHEÇA O LOCAL DA CAPA DO PRIMEIRO ÁLBUM DO BLACK SABBATH

 

Numa viagem até a cidade de Reading (Inglaterra), o destino principal foi visitar a Mapledurham House e o moinho da icônica capa do primeiro álbum do Black Sabbath.
O Pólvora Zine registrou em vídeo esse tour e mostra para vocês o local onde fica o moinho, como também um pouco da cidade de Reading. Você verá como este é um lugar onde o som pesado do rock e o mistério da paisagem inglesa se encontram. 
Confira: 

 


BIRMINGHAM: um tour pelos lugares que forjaram o Heavy Metal


 Por Écio Souza Diniz 

Num giro realizado na cidade de Birmingham, no oeste da Inglaterra, eu gravei esses vídeos e cortes onde foram mostrados locais históricos e fundamental importância para o surgimento e ainda propagação do Heavy metal nos dias de hoje. Neste vídeo você pode ver a rua e casa onde Ozzy Osbourne passou vasta parte de sua infância e adolescência, o pub The Crown onde o Black Sabbath fez seus primeiros shows, a ponte com um banco em homenagem ao Sabbath no centro de Birmingham, o gigante touro mecânico nomeado como “Ozzy” na estação central de trem e uma bela exibição dedicada ao Ozzy no principal museu e centro de arte da cidade. 

Confira o vídeo completo aqui: https://youtu.be/5DElTzq7ELU

VASCO DA GAMA - Vasco da Gama


Por Écio Souza Diniz

Uma das pioneiras do Heavy metal em Portugal, a banda VASCO DA GAMA foi formada em Lisboa em 1982. Em 1983, a banda composta por  Luís Sanches (vocais), Carlos Jorge Miguel (guitarra), Tó Andrade (baixo) e Gil Marujo (bateria) lançaram o seu primeiro e único álbum autointitulado "Vasco da Gama". Constituído por oito faixas, o álbum. O potencial da banda era claramente estampado na precisão e feeling com que executava uma sonoridade orgânica, tradicional e genuína. Logo na entrada com "Avé Rei do Mal" já se mostram os riffs diretos e cortantes que se conectam bem com o timbre de Sanches. Em "Confusão ou Ilusão" você ouvirá um refrão marcante e solos inspirados. Na faixa "Lendas e Mitos" temos interessantes alternâncias entre partes cadenciadas e mais rápidas, típicas da sonoridade praticada na NWOBHM. A pegada de "Rock'n Rosseau" mescla riffs e bases de metal com rock clássico dos anos 50, tornando essa uma faixa de muito bom gosto. A faíxa-título é cativante e com riffs e refrão dificeis de esquecer, que ficam ecoando na mente. O fechamento soturno do disco com a cadenciada e psicodélica "Morte"  dá um toque diferenciado e ressalta as linhas do baixo alinhadas aos riffs solados e distorcidos. Alguns anos mais tarde, em 1988, a banda participou de um split álbum com outras duas bandas portuguesas, IBÉRIA e SAMURAI. Depois disso, infelizmente não houve mais registros fonográficos do VASCO DA GAMA, o que torna esse primeiro e único álbum ainda mais especial e marcante. 

Faixas: 1. Avé Rei do Mal / 2. Confusão ou Ilusão / 3. Varinaice / 4. Lendas e Mitos / 5. Feijão Verde  / 6. Rock'n Rosseau / 7. Vasco da Gama / 8. Morte



UNRIHT - Satanic Black Goat



Por Écio Souza Diniz

Você curte oldschool death metal, agressivo, direto e cru? Se sim, então o grupo UNRIHT de Campinas (SP) ganhará sua atenção. Baseado numa produção mais orgânica e sem excessos modernos de estúdios e ferramentas digitais, essa banda, atualmente formada por Bonghammer (vocal), Desastre Nuclear (baixo), gRotxxko (guitarra) e Alcoholic Death (bateria), se propõe neste EP de estreia intitulado "Satanic Black Goat" a resgatar aquela sonoridade suja, densa e pesada da fase clássica do death metal no inicinho dos anos 90. É interessante notar como os integrantes apresentam sincronia musical para entregar uma boa conexão de riffs pesados e agressivos, bases alternadas em sua dinâmica e passagens cadenciadas e distorcidas, que caracterizam sua identidade sonora. Preste atenção, por exemplo, nos riffs incisivos e bases sólidas das três primeiras "Curse Of The Forgotten Messiah", "Drowning Filth" e "Martyrdom Achieved". Nas outras duas faixas do EP, "Sewers of Morality" e "Serpents Devouring the Pope", ainda há um gradiente de aumento do peso em relação às anteriores. Com esses atributos musicais mencionados o UNRITH mostra boas aspirações a se tornar um nome revelante no cenário nacional. Esperemos agora os próximos passos, principalmente um álbum completo.




SCHIZO - Live From Collapse

Juntamente com o BULLDOZER e NECRODEATH, o SCHIZO integra o grupo os pioneiros do cenário extremo italiano. Formado em 1984 na cidade de Catânia, na região da Sicília, o SCHIZO se tornou uma banda 'cult' entre os apreciadores de metal extremo devido a sua mescla furioso de thrash, speed e elementos de black/death metal consagradas no primeiro álbum, o clássico "Main Frame Collapse" (1989). Atualmente composto pelo guitarrista e fundador S.B. Reder (tamém nos vocais), o baterista Dario Casabona (ex-Haunted) desde 1994 e Nico Accurso no baixo desde 2005, o grupo veterano celebrou o álbum de estreia com versões ao vivo poderosas de suas músicas em "Live From Collapse" registradas no Traffic Club em Roma em 2020 no "30 Years of Collapse Show". A produção traz uma qualidade nítida de captação da agressividade sonora ao vivo, ao mesmo tempo que consegue manter uma aura 'oldschool' e crua daquelas composições. Como no álbum de estúdo, logo após a intro com "Schizophrenia", a violência já descamba num thrash/death visceral de "Violence at the Morgue", que forma uma trinca impecável com "Threshold of Pain" e "Epileptic Void". Já "Removal" traz seus solos insanos e alternâncias entre partes cadenciadas e ultrarápidas para instigar ambos o bate-cabeça e o mosh. Em "Sick of it All" temos aquelas bases com paradinhas típicas do thrash/speed que antecedem a pancadaria, e em "Manifole Hallucinations" uma aura black metal. Os riffs cortantes de "Delayed Death" preparam a área para o fechamento com a ótima peça instrumental chamada "Behind that Curtain". É ótimo ver bandas 'oldschool' influentes no underground mantendo sua energia e feeling após decadas de existência. Que o colapso continue. 

Ouça o álbum: https://blacktearslabel.bandcamp.com/album/schizo-live-from-collapse

BLASART - Depravatus

Por Écio Souza Diniz

Quase oito anos após o EP "Rebellion Abyss Chaos" (2014), os chilenos do BLASART voltam com tudo com o mais recente EP "Depravatus" (2022). A banda composta por Carlo Giaquinta (vocal), Mauricio "Bruma" Mercado (baixo), C.I.R.R. (bateria), Felipe Rodriguez (guitarra) e Eduardo Vera (guitarra) mostra que a potência do seu Black metal está intacta e com ganas de agressividade maiores. Vale ressaltar que a gravação e produção em geral foram feitas com ótima qualidade e mostram a razão do BlASART ser um dos nomes fortes do cenário extremo na capital Santiago. A fúria, agressividade e rapides a ríspida "Call of the Sacred Phallus" já abre entregando o que esperar desse EP. Sem tregua a sequência com "Profanation of the Nazarenes Death" segue como um tanque de guerra. Para fechar, "Ritual of Poisonous Immersion" dá o golpe final. São três faixas que valeriam um álbum completo, visto que elas mantém uma sequência e dinâmica sonora intactas do início ao fim, ganhando a atenção focada do ouvinte. Que venha o próximo álbum!

Links sobre a banda:

https://www.facebook.com/blasartchile

https://www.instagram.com/blasartband/

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Faüst - Tinnitus Inquisition


Por Écio Souza Diniz

Direto de Praga, capital da República Tcheca, o Faüst chega mostrando uma porrada sonora bem feita, sólida e agressiva nesse primeiro álbum. Formada por Jenda Lapáček (baixo e vocal), Honza Šole (bateria), Kryštof Eichler (vocal e guitarra) e Teodor Majerík (guitarra), a banda mostra uma evolução na qualidade sonora desde o EP "Faüst" (2020). Aqui você pode esperar um thrash direto e sem conceções, repleto de vocais ácidos e riffs numa pegada speed metal. A entrada com "Curse Eternal" já escancara alternâncias entre partes cadenciadas e partes rápidas, abrindo espaço para as agressivas e rápidas "Jungle Mangled",  "Exitus Freefall" e "Born To Be Sacrificed". Já "Let's Go Neanderthal" tem uma base de batera consistente e dinâmica. Com "Frontal Lobotomy" você sentirá a irrestível vontade de banguear e bater cabeça intensamente. Ouça bem alto! 

Links sobre a banda:

https://faustxthrashingdoom.bandcamp.com/

https://www.instagram.com/faustxthrashingdoom/

https://www.facebook.com/faustxthrashingdoom

INCANTATION - Vanquish in Vengeance

 Por Écio Souza Diniz

O INCANTATION, formado pelo guitarrista e vocalista John McEntee e o baixista Paul Ledney no fim dos anos 80, se tornou um dos pilares do death metal oldschool calcado no peso aliado a cadencia do doom metal e na rapidez do black metal, constituindo bases para uma atmosfera mórbida, pútrida e blasfema.

Finalmente chega ao mercado brasileiro via Black Hole Productions o oitavo álbum de estúdio da banda, Vanguish in Vengeance (2012), que marca o início de uma produção mais lapidada e "limpa" nas suas gravações. Isso potencializou a sonoridade através da maior perceptividade do desempenho de cada instrumento, especialmente das linhas de baixo. Ou seja, há uma coesão maior aqui entre peso e agressividade, mas mantendo as impressões digitais do INCANTATION. Além disso, este disco combina bem elementos da sonoridade dos primeiros discos da banda com seus trabalhos até então nos anos 2000. 

De cara com a abertura do disco contida nos marcantes riffs e bases de baixo de Invoked Infinity que antecedem a agressividade e rapidez você já se depara o death metal em estado bruto e puro. No decorrer do álbum momentos de destaque ocorrem com Ascend into the Eternal e sua dinâmica heterogênea, a brutalidade dos arrasa quarteirão Transcend into Absolute Dissolution e a faixa título. 

Ainda como destaques temos as cadenciadas e arrastadas Profound Loathing e Legion of Dis, esta última uma longa e agonizante combinação death/doom. 

Se você é adepto da escola noventista do death metal que o INCANTATION ajudou a consagrar, este é um dos seus melhores trabalhos no novo milênio que mantém sua tradição e ainda enaltece a criatividade com novos elementos. Nota: 9/10.

Faixas: 1. Invoked Infinity / 2. Ascend into the Eternal / 3. Progeny of Tyranny / 4. Transcend into Absolute Dissolution / 5. Haruspex / 6. Vanquish in Vengeance / 7. Profound Loathing / 8. The Hellions Genesis / 9. From Hollow Sands / 10. Legion of Dis


Mais informações e aquisição do split no Brasil:

https://www.facebook.com/blackholeproductions/

https://blackholeprods.bandcamp.com/


EXCITER - Heavy Metal Maniac


Por Lucas Araújo Alves

Em meados de 1983 o Heavy Metal tornava-se mais rápido e ríspido, os sons da NWOBHM estimularam uma nova "brigada", ou melhor uma nova disputa. Era o início da saga das músicas velozes com tempero inglês de RAVEN, malevolência de VENOM, rapidez germânica de ACCEPT , cadencia do canadense ANVIL e categoria desbravadora de JUDAS PRIEST e MOTÖRHEAD.

A velocidade da faixa “Exciter” presente no álbum “Stained Class” do JUDAS PRIEST, lançado em 1978, serviu de fonte de inspiração para muitos grupos, dentre eles, um ícone que nasceu no Canadá em 1979.

O EXCITER é uma alude do aço que despertou a atenção de várias bandas e fãs do heavy metal, o vocalista era o próprio baterista. O álbum ‘’Heavy Metal Maniac’’ foi lançado em de junho de 1983. O trabalho tem gravação simples e o clima é total headbanger underground. 

As guitarras e o baixo são implacáveis no debute, assim como o esfolador Dan Beehler com sua voz e batida, um mutante com feeling de Rob Halford (JUDAS PRIEST) e pegada de Phill "Animal" Taylor (MOTÖRHEAD).

Assim como o VENOM, o EXCITER tinha um visual carregado de couro, correntes e coletes, mas eles tinham um diferencial, Dan Beehler parecia ter dois pulmões, ele era o vocalista e baterista, dono de um vocal esganiçado cheio grunhidos e uma pegada matadora, Dan se tornou um ícone do gênero.

A partir de “Heavy Metal Maniac”, espalharia pelo mundo uma nova safra de bandas de Speed Metal. 

Pergunte aos músicos do DESTRUCTION, SODOM, ARTILLERY a importância desse grupo canadense chamado EXCITER?

Um dos combos mais importantes do Heavy Metal Underground oriundo dos anos oitenta.


PENTAGRAM - PENTAGRAM

Por Lucas Araújo Alves

Ícone, expoente, desconhecido e sombrio. Esse é o PENTAGRAM, um dos dinossauros do underground norte-americano, um dos raros conjuntos que enfrentaram o anonimato e a injustiça do não reconhecimento, puro exemplo de persistência e pioneirismo.  O Pentagram representa a fusão da cultura hippie dos anos 60 e o satanismo lírico de COVEN e BLACK SABBATH. Tudo isso aliado ao tempero de influência da arte intelectual de Crowley e logicamente à uma mescla do entretenimento pavoroso de Charles Manson. Formado em 1972, no período dopado e criativo do Rock and Roll, esse grupo era considerado o BLACK SABBATH ianque: Som pesado, lento e letras apavorantes. Liderado pelos ‘’Hippies’’ satânicos Booby Liebling (Vocal) e Victor Griffin (Guitarra), o Pentagram realizou sua estreia em formato “Full Lenght’’ 13 anos após sua fundação, depois de diversas demos espalhadas no cenário, inclusive a clássica Underground Sound de 1977. Finalmente nasceu em 1985, o debut do quarteto. Além de Booby e Victor a banda era formada por Martin Swaney no baixo e o grande baterista Joe Hasselvanderl, que hoje toca no influente grupo RAVEN. O álbum Pentagram ou simplesmente Relentless é uma junção de sons Sabbaticos, ultrajados de personalidade e ocultismo. A originalidade não é evidente, mas a sonoridade lacrimeja os primórdios do puro Doom Metal, músicas como ‘’The Ghoul’’, ‘’Dying World’’, ‘’Death Row’’ e “Sign Of The Wolf (Pentagram)” são hinos desse monstro profano da música pesada. Vida longa ao PENTAGRAM e ao som nosso de cada dia. ‘Eternal Doomed’, "Ancestral Pentagram"

VULCANO - Live!

Por Lucas Araújo Alves 

O ano era 1985, a ditadura militar havia ‘acabado’, o então novo presidente que era a esperança , acabou morto misteriosamente. O Brasil atravessava suas agruras financeiras e meio que perdido pela falta de identidade cultural, brotou a esperança de ávidos amantes do som pesado, eles se encontraram em um monumental festival chamado Rock in Rio, o espetáculo foi considerado a “Woodstock tropical" onde milhares de jovens roqueiros despertaram sua loucura eloqüente e frenética. O início dos concertos da tal pedra louca começou por essas terras tupiniquins graças ao ponta pé inicial de gigantes como o mestre teatral ALICE COOPER (1974), o dramático QUEEN (1981), os explosivos VAN HALEN e KISS (1983), além de outros títulos importantes. Mas nem tudo eram flores, se por um lado o rock glamoroso tinha suporte e apoio de gravadoras e empresários, no movimento independente conhecido como underground a realidade era extremamente distinta. Imagine o cenário heavy metal nacional em 1985. Mesmo com a precariedade o exército batedor de cabeça integrado por amantes ávidos garotos apaixonados por heavy metal se aglomerava em clubes mofados e encardidos, tudo em prol ao ritual do mortífero som metálico. Os lançamentos de coletâneas, splits e discos eram feitos na base do crivo real: batalhas, sangue e suor. Originário de Santos (SP), o VULCANO mantinha uma proposta tradicional com claras inclinações do Hard Rock 70’s, lanado em 1983, o primogênito "Om Pushne Namah" carrega essa áurea. Contudo, o brilho sonoro foi ofuscado pela descarga maldita do Heavy metal agressivo, veloz e violento. De fato, o vulcano é muito mais do que um mero conjunto brasileiro influenciado por MOTÖRHEAD, VENOM e MERCYFUL FATE. É uma instituição generativa que propagou sobre todos à furiosa erupção do seu próprio nome, tornando-se um cataclismo sul americano em plena era Heavy Metal. A consagração definitiva esta registrada no em cada sulco do lendário disco ao vivo “Live!”. 
Gravado na cidade de Americana (SP), todas as nuances desse registro ultrapassa as barreiras do limite rústico, atingindo eternamente o coração dos fieis headbangers do Brasil. Em Live, o público ensandecido clama ininterruptamente pelo delírio Heavy Metal Extremo. A saudação do vocalista Angel:“Os portais do inferno se abrem, para vocês Vulcanoooo”, é simplesmente o prelúdio de toda uma geração, tudo esta escrito eternamente em “Witch's Sabbath”, “Prisioner From Beyond”, “Fallen Angels”, “Devil On My Roof”, “Guerreiros de Satã”, “Riding In Hell”, “Total Destruição” e “Legiões Satânicas”. Ergam suas cabeças e punhos para cortejar o álbum mais importante do Heavy Meta Extremo Nacional. Atemporal!

ONSLAUGHT - The force


Por Lucas Araújo Alves

Lendária banda britânica crescida na chacina. Começaram no caos da influência punk hardcore de 1982, embriagados por fontes inesgotáveis de Discharge, The Exploited, G.B.H. Logo venderam alma pro lado negro e fizeram um dos aços retorcidos mais toscos e legais dos anos 80, sim, o glamoroso e poderoso "Power From Hell". Um eco dos primórdios do metal da morte repleto de focos do metal velocistas também chamado speed metal. 

Com uma baita reformulação, lançaram aquele que é o ápice do conjunto. Das forças do lado negro ainda nas letras o Onslaught fez a investida da besta no Thrash Metal, e o resultado foi um sonoro ataque devastador.

A entrada do vocalista Sy Keeler trouxe mais dotes metálicos ao som do entao quinteto do Reino Unido. Mesmo a Inglaterra não tendo focos thrashing naquele 1986, o abatedouro Onslaught reinou em sua criação sonora ardida chamada 'the force'. 

Mesclando influências de Venom, Mercyful Fate, Slayer, Metallica e Destruction, o grupo mesclou a violência do thrash speed e o clímax do Black metal. Basta conferir pauladas como 'Let There Be Death", "Metal Forces", hino!, "Fight With The Beast", "Flame Of The Antichrist", um thrash metal em forma de Mercyful Fate ",Melissa" com nuances de Slayer "Show no Mercy". 

O Onslaught mostrou que a palavra força é surgida por meio do poder do inferno, mas a força bruta seria concretizada neste ótimo álbum de thrash metal acelerado e cadenciado.

Talvez era a banda certa de metal rápido no lugar não ideal , pois qualidade, sagacidade e identidade eles tinham de sobra. 

SARCÓFAGO - Discografia comentada

Por Écio Souza Diniz

I.N.R.I (1987)

Um início arrebatador que influenciou e foi referência do Metal Extremo em todo o mundo. Este é o legado que logo de cara o Sarcófago, deixou lançando este álbum, sendo considerada como uma banda realmente de extremos, o que levou a origem da frase que definia seu som e a legião de seguidores: “Sarcófago: Ame ou odeie”. Daí em diante foi uma das bandas mais polêmicas que passaram pela história do metal nacional. A abertura com Satanic Lust, já dá uma idéia da agressividade que compõe o set list restante. A pancadaria segue com Desecration of virgin, I.N.R.I, Christ’s death acompanhada da cadenciada e densa Nightmare (um clássico), a blasfêmia roga por atingir nível mais alto em The last slaughter e Recrucify/The Black Vomit (um tormento). Esta versão de INRI, sob a qual resenho, foi lançada pela Cogumelo Records em 2002, vindo ainda com material extra a primeira prensagem do álbum, é um clássico indispensável aos fãs de extremo, principalmente Death/Black Metal.

CELTIC FROST - Morbid Tales


Por Lucas Araújo Alves

1984: A Invasão dos Mini Álbuns do Heavy Metal Extremo: Agressividade, Velocidade, Peso e Blasfêmia. Depois dos primeiros lançamentos de VENOM, METALLICA e SLAYER, o Heavy Metal evidenciava que precisava ser mais veloz, primitivo e até mais underground do que até então já era. A partir de 1983, jovens incrédulos despertavam suas fúrias por sons viscerais, famintos por heavy metal e hardcore, eles criavam bandas com características sonoras cada vez mais rápida e pesada. Surgiam nos porões imundos do planeta, grupos que cuspiam ódio e respiravam caos.

O CELTIC FROST era uma dessas bandas da primeira safra da música extrema. O nome do conjunto foi extraído de uma canção dos doutrinadores do épico Heavy/Doom americano, o integro CIRITH UNGOL. Que antes do asqueroso HELLHAMMER já carregava a áurea de pior banda do mundo. Pior era o crânio esmagado daqueles idiotas rotuladores!

O CELTIC FROST veio das cinzas malditas do incrivelmente asqueroso HELLHAMMER, um dos filhos mais penumbrosos e caóticos do necrotério denominado Metal Negro.

Lançado no também abominado ano de 1984, via Noise Records, o primogênito ‘’Morbid Tales’’ é um EP denso, cuja musicalidade apresentada é carregada de pedais duplos, guitarras abafadas e vocais personalizados, cheios de urros no melhor estilo gutural tosco (UH)! 
Composto por Tom Warrior (vocal e guitarra), Martin Eric Ian (baixo) e Stephen Priestly (bateria) este pequeno registro é uma das raízes do bastardo metal da morte.

O disco abre com a introdução sinistra “Human”, que na verdade é apenas um susto que antecede a pancada “Into The Crypt Of Rays’’. Pauladas sonoras como “Visions Of Mortality”, “Nocturnal Fear” e “Procreation Of The Wicked” estão presentes nesta obra maldita, que segue dilacerando os ouvidos alheios até hoje. "Morbid Tales" é a combinação entre Death Metal cru, temperado com influencias do Punk e Hardcore. O melhor disco de afinações baixas do metal underground 80’s. Um combo eterno do Death metal.

O disco tem formatos diferentes, há duas versões distintas do EP. A versão Americana consta as faixas: ‘’Dethroned Emperor’’ e ‘’Return To The Eve’’. O vanguardista e inteligente CELTIC FROST fez e faz escola até os dias atuais, Thomas Warrior é um das mentes mais criativas do gênero. 

WITCHFINDER GENERAL - Friends of Hell


Por Lucas Araújo Alves

Originário da classe em extinção dos animais primatas e gigantescos da família colossal B- Sapiens, exatamente, a criação mutante das afinações baixas e pesadas, registradas na categoria B de BLUE CHEER, BLACK SABBATH, BANG, BUFFALO, BOOMERANG, BLUES CREATION, BLACKWATER PARK e BUDGIE! O WITCHFINDER GENERAL catalisou o peso mastodonte e seguiu a direção traçada pelos mestres ancestrais citados. Os coveiros perversos ingleses realizaram uma das melhores estréias de toda gloriosa trajetória da NWOBHM. O mágico “Death Penalty” captou o vigor indescritível setentista e inseriu a banda no altar do desconhecido, sabe aquelas bandas recheadas de mistério e lendas, sim, o WITCHFINDER GENERAL é místico. A formação básica como trio no debut, onde curiosamente Phil Cope conduzia as “pás elétricas”: guitarra e baixo. O segundo ato da fogueira tradicional da Malleus Maleficarum foi nomeada de “Friends Of Hell”. Nesse registro a formação era um maléfico quarteto composto por: Zeeb Parkes (vocal),Phil Cope (guitarra),Rod Hawkes (baixo) e Graham Ditchfield (Bateria). "Friends Of Hell" sustenta as chamas da cremação soturna setentista, todavia a sonoridade é mais veloz, acrescida de um baixo incrivelmente pesado e com requintes de crueldade. Nada de sobras de obras passadas e comparações vazias, "Love on Smack", “Friends Of Hell”, “Music” “Quietus”, são invasões sonoras furiosas dos caçadores, enquanto “Shadowed Images”, “I Lost You” e “Requiem for Youth", soam como músicas de fundo de uma missa de sétimo dia, um tributo sarcástico às jovens assassinadas, aqui, o clima é sabatical, lúdico e deprimente. O segundo disco dos britânicos é outro marco dentro do Heavy Metal, e na decadente década de 1990, muitos grupos de Stoner metal foram batizados nessa tocha influente. Por isso, é possível afirmar que o "General Caçador de Bruxa" (nome inspirado na auto titulação de MATTHEW HOPKINS, referência ao carrasco no século XVII), é um dos testamentos sólidos da proliferação Doom Metal. Infelizmente, após esse álbum o grupo entrou em um hiato sem fim, que acabou gerando o terceiro álbum apenas vinte e cinco anos depois.

NUCLEAR ASSAULT – Game Over

Por Lucas Araújo Alves

Danny Lilker pode se gabar de estar envolvido em alguns dos principais atentados musicais oriundos do abundante cenário subterrâneo dos EUA.

Depois de participar do projeto revolucionário S.O.D (Stormtroopers Of Death), Danny Lilker dava continuidade na empreitada intitulada Nuclear Assault, inegavelmente um dos ícones do Thrash Metal.

Formado por Dan Lilker (bass), John Connelly (vocal and guitars), Gleen Evans (drums) e Antony Bremate (guitars) nos subúrbios de Nova Iorque (EUA).

O grupo executa no debute "Game Over" um som mais rápido que as bandas anteriores de Dan Lilker. Ele queria tocar algo que soasse tão sombrio como o BATHORY e rápido como SLAYER e CELTIC FROST, porém o restante dos membros queriam tocar um Thrash com o pé no Hardcore.

Produzido por Alex Perialas e lançado pela Combat Records em 1986, “Game Over”, é marcado pela fusão enfurecida de Thrash Metal com Hardcore, som veloz, com bases rápidas e vocais agudos do baixinho berrador John Connelly.

Diferentemente dos conjuntos da Bay Area, as bandas da costa leste americana tinha muita influência do Punk/Hardcore Nova-iorquino.

A estreia vinílica "Game Over" começa com a veloz “Born, Suffer, Die” que antecede os convites ao mosh “Sin”, “Radiation Sickness”, “Cold Steel”, todas músicas são arregaça pescoços. A faixa número 7, é o hino da banda em minha opinião, “After The Holocaust”, é harmonia total entre explosão e energia e “Hang The Pope” é o grindcore antes do mesmo, um requinte demente da música agressiva.

A capa do álbum foi desenhada pelo renomado Ed Repka, uma espécie de Derek Riggs (criador do Eddie, mascote do IRON MAIDEN) do Metal Porrada.

Coloque seu colete cheio de paths, vista sua calça jeans colada, calce seu tênis cano alto, e sinta esse assalto Thrash Metal destruir sua cabeça.



DARK ANGEL – Darkness Descends

Por Lucas Araújo Alves

Após o lançamento do debut, We Have Arrived, em 1984, o DARK ANGEL lançou no dia 17 de Novembro de 1986, o segundo ato de destruição sonora, nomeado Darkness Descends. A bolacha foi distribuída pelo selo Combat Records. Diferente do primeiro álbum, Darkness Descends é mais virulento e rápido. Podemos dizer que o trabalho é mais técnico, menos obsoleto e fatalmente eficaz. Um tanque sonoro, um rolo compressor de crânios metálicos.

Descendentes obscuros, título sombrio de um dos petardos que refletem a sonoridade Thrash Metal mais insana da década de oitenta, ao lado de Reign In Blood (SLAYER), Pleasure To Kill (KREATOR), Beneath The Remains (SEPULTURA), Illusions (SADUS), Attomica (ATTOMICA), Ritually Abused (NUM SKULL) e alguns outros. Esse o primeiro álbum com o baterista, ou melhor a locomotiva humana, Gene Hoglan, talvez um dos músicos mais diferenciados da história do gênero. Os riffs ultrarrápidos de Jim Durkin e Erik Meyer são impiedosos, o vocal veloz e agressivo de Don Doty, apresentava uma grandiosa voracidade.

O holocausto musical começa com a poderosa faixa autointitulada e segue com The Burning Of Sodom, com aceleração fora do normal, Hunger Of The Undead, Merciless Death, versão mais insana que a do debut, e Death Is Certain (Life Is Not). Essas fiaxas são misseis nucleares fulminantes lançado por fanáticos thrash metalheads. Black Prophecies, um dos riffs mais arregaçados da história do Heavy Metal, e Perish In Flames fecham essa lição de violência chamada Darkness Descends.


Gene Hoglan declarou em uma entrevista na época, que a sonoridade do álbum é a trilha sonora de uma possível terceira guerra mundial. O avassalador DARK ANGEL contribuiu para a inspiração de diversas bandas de Thrash, Death e Black Metal. O álbum é reverenciado por integrantes de grupos como MASTER, SEPULTYRA, MORBID ANGEL, SADUS, DEMOLITION HAMMER, NUM SKULL, PESTILENCE, entre outros. 

A capa foi desenhada pelo renomado Ed Repka, o pintor da arte Thrash Metal. Disco estupendamente aniquilador !

NAPALM DEATH - Scum

Por Lucas Araújo Alves

Integrado por jovens aficionados em sons explosivos do hardcore e metal. O politizado NAPALM DEATH da "sagrada" cidade de Birmingham (ING), criou nos anos 80 um novo formato para a música extrema, o esporrento e asqueroso Grind Core.

O grupo era o completo paradoxo de toda a baboseira pacifista sessentista e de todo "Way Of Live" da década de oitenta. Em 1987, o underground defecava e ao mesmo tempo vomitava, o álbum mais radical desde "Kill Em All" do METALLICA e "Apocalyptic Raids" do HELLHAMMER.

A estreia vinílica dos ingleses foi lançada de forma independente. O disco "Scum" cospe 28 cacetadas que confrontam à todos. O álbum demonstra um repulsivo distúrbio sonoro inovador. Batidas ultra rápidas de bateria, guitarras zombadas e vocais gritados e urrados. A representação musical demonstrava toda a insatisfação contra o capitalismo, e o narcisismo consumista e glamouroso da impetuosa era Teatcher e Reagan.

A arte do álbum demonstra uma enorme caveira apodrecida entorno à políticos e empresários do sistema capitalista, ao redor dos engravatados uma deplorável família miserável, e mais embaixo, diversos logos de multinacionais em meio a um lamaçal de esterco.

O primeiro torpedo do NAPALM DEATH, encerrou definitivamente a disputa entre os grupos por velocidade, o Death Metal já existia em 1987, mas coube ao Grindcore definir a violência sonora e o padrão crítico, politizado, putrificado e agonizante da "anti música".

O álbum têm duas formações distintas, no lado A do disco é composto por Nicholas Bullen (vocal e baixo), Justin Broadrick (guitarras) e o famigerado batera Mick Harris que tocou nos dois lados do play. No lado B, consta Lee Dorian (vocal), Bill Steer (guitarras) e Mick Whitley (baixo).

Essa diferenciação de músicos tornou "Scum" mais emblemático ainda, isso já era a coisa mais Punk/Core que uma banda podia fazer em pleno anos oitenta.

NAPALM DEATH foi um dos grandes nomes na trajetória da estilhaçada música brutal, um dos representantes mais simbólicos e influentes da segunda onda britânica. Nessa onda, a escola da pancadaria inglesa ainda tinha representantes como CARCASS, BOLT THROWER, BENEDICTION e CANCER.

IRON ANGEL - Hellish Crossfire




Por Lucas Araújo Alves

A velocidade iniciada nos primeiros discos de ícones metálicos como RAVEN, ACCEPT, VENOM e TANK influenciou vários grupos de Speed Metal. Natural da cidade de Hamburgo (Alemanha), o IRON ANGEL é um dos ícones do som velocista, chamados de Judas Priest do speed metal. 

O debute “Hellish Crossfire’’ é uma avalanche sonora. O vocal rouco e esganiçado de Dirk Schröder é uma versão mais extrema de UDO (Accept). O trabalho das guitarras é rápido e pesado, os guitarristas cospem riffs na velocidade da luz.

A sequência das faixas "destrói" o tímpano do ouvinte “The Metallian”, “Sinner 666”, ‘’Black Mass’’(Peso Absurdo), “Legions Of Evil” são ataques absolutos de metal enlouquecedor. 

Mesmo que a arte de "Hellish Crossfire" remeta a algo de bandas clássicas como Cirith Ungol ou Manilla Road, o que ouvimos no disco é puro Speed Metal bestial. 

A velocidade e o peso desse álbum mostra um dos melhores momentos da malevolência do aço teutônico. Assim, como o inicio do RUNNING WILD, LIVING DEATH e GRAVE DIGGER Digger. O IRON ANGEL agradava fãs die hards de KREATOR, CELTIC FROST, VENOM, SLAYER, EXODUS, entre outros. Não fazia da trupe de conjuntos extremos, mas eram indecentemente empolgante e veloz.